Diretor de Final Fantasy VII Remake fala sobre cabelo no Switch 2
Naoki Hamaguchi, o diretor de Final Fantasy VII Remake Intergrade, deu uma entrevista bem interessante ao site japonês Automaton, onde explicou algumas questões sobre a versão do jogo para o Nintendo Switch 2. Ele comentou que, em certas situações, o cabelo do Cloud pode parecer mais “áspero” ou serrilhado, especialmente quando jogado em modo portátil. Vamos entender melhor o que está por trás disso.
Hamaguchi deixou claro que a versão do Switch 2 não é apenas uma cópia simples da versão para PS4. Quando o jogo foi adaptado para o PS5, ganhou melhorias significativas, e essa base foi utilizada para o Switch 2 e também para o Xbox Series X|S. Cada plataforma exige um trabalho de otimização diferente, e o diretor sabe que as diferenças nas versões podem ser notadas, mas ele ressalta que existem limites técnicos específicos de cada hardware.
O que mais chama a atenção na explicação dele é como o jogo lida com o anti-aliasing, que é uma técnica usada para suavizar as bordas dos personagens. No caso de Final Fantasy VII Remake, é utilizado o TAA (anti-aliasing temporal). Esse método combina informações do frame atual com dados de frames anteriores para criar uma imagem mais suave. Mas, como o cabelo é composto por fios finos, ele tende a “aparecer e desaparecer” em nível de pixel quando renderizado de forma direta. Para contornar isso, a equipe usa um processamento que decide, a cada frame, quais pixels do cabelo desenhar ou não, ajudando a criar uma aparência mais coesa.
Agora, no Switch 2, o desafio aumenta com o modo portátil. Para garantir que o jogo funcione bem, especialmente em cenas mais pesadas, a resolução interna pode ser reduzida. Isso pode afetar a estabilidade do TAA e fazer o cabelo parecer mais serrilhado em momentos específicos. Além disso, a versão do Switch 2 utiliza a resolução dinâmica (DRS), que ajusta automaticamente a resolução interna de acordo com a carga da cena. Isso significa que, em cenas mais intensas, a resolução cai e o cabelo pode ficar com um aspecto mais “jaguar”, enquanto em cenas mais leves, a qualidade melhora.
Hamaguchi também mencionou o DLSS, uma técnica que usa inteligência artificial para prever como a imagem deve parecer, mesmo quando a resolução interna é reduzida. Contudo, ele aponta que a maneira como o cabelo é desenhado em Final Fantasy VII Remake Intergrade não se dá bem com o DLSS, o que pode aumentar a percepção do serrilhado, especialmente no modo portátil. Em situações como jogar na TV ou a uma distância maior, a textura do cabelo costuma ficar melhor.
O diretor ressaltou que manter uma taxa de quadros estável é fundamental para a experiência de jogar “em qualquer lugar”. Ele e sua equipe estão comprometidos em melhorar a qualidade visual do jogo sem comprometer a estabilidade. Para o futuro da trilogia no console, ele espera que a meta seja manter 30fps de forma consistente, tanto para o próximo título, Final Fantasy VII Rebirth, quanto para o terceiro jogo.
Final Fantasy VII Remake Intergrade já está disponível no Nintendo Switch 2, Xbox Series, PlayStation 5 e PCs. Para quem joga, fica a pergunta: essas pequenas variações nos detalhes, como o cabelo do Cloud, incomodam, ou o que realmente conta é manter a performance estável no Switch 2?
