Análise de Shadow Tactics: Blades of the Shogun para Switch 2

Em 2023, a Mimimi Games, um estúdio indie de Munique que trouxe uma nova vida ao gênero de táticas em tempo real, lançou seu melhor jogo até agora. Infelizmente, logo depois, anunciou seu fechamento definitivo. Dentre as muitas despedidas de estúdios indie que já presenciei, essa foi uma das que mais me impactou. Sou fã de carteirinha, e foi um choque saber que um estúdio que nos presenteou com jogos incríveis como Shadow Tactics: Blades of the Shogun e Desperados 3 estava enfrentando dificuldades. Como assim? Esses caras deveriam estar colhendo os frutos do sucesso, não é mesmo? Mas com o lançamento de Shadow Gambit: The Cursed Crew, a realidade foi outra. Eles falaram sobre exaustão e lucros que não cobriam os custos de novas produções, e isso é realmente triste.

Mas vamos deixar a tristeza de lado e celebrar o que realmente importa: a chegada de Shadow Tactics no Switch 2. Eu sou apaixonado por esse jogo! Já joguei várias vezes em outras plataformas, e aqui, o que mais espero é que ele funcione bem, tenha tempos de carregamento mais rápidos e uma interface que se adapte direitinho ao console. Se isso acontecer, vou mergulhar de cabeça nessa experiência de táticas em tempo real.

Lançado originalmente em 2016 para PC, Blades of the Shogun é inspirado em jogos clássicos como Commandos. Aqui, você vai precisar estar preparado para salvar o progresso com frequência, já que os inimigos são desafiadores e os cenários são verdadeiros quebra-cabeças que você deve resolver — seja de forma desastrada ou com muito estilo. Ao contrário de Commandos, que se passa na Segunda Guerra Mundial, Shadow Tactics nos leva ao Japão feudal, um cenário repleto de espadas, ninjas e toda aquela ação que a gente adora. É uma combinação deliciosa de estratégia e violência!

O que é ótimo nesse jogo é que, apesar de desafiador, ele é acessível. Os controles e as metas de cada missão são bem claros, o que facilita a vida, especialmente para quem está começando. A história, embora cumpra seu papel, não é o que vai ficar na sua mente depois de jogar. O foco aqui é a estratégia e a evolução dos seus planos, e você vai querer jogar várias vezes por causa disso. Às vezes, o enredo até atrapalha um pouco, mas não tem problema, porque você pode simplesmente pular as cenas nas jogadas seguintes.

Um dos pontos altos de Shadow Tactics é que cada personagem no seu time é uma alegria de controlar. Mesmo que a história não seja nada de especial, os personagens têm vida própria e suas dinâmicas se revelam durante o jogo. Você alterna entre guerreiros como Mugen e outros, cada um com suas características e habilidades únicas, o que torna a experiência ainda mais divertida. Controlar esse grupo em um Japão do período Edo, onde você precisa descobrir a verdadeira identidade do vilão, é uma jornada visualmente encantadora, cheia de detalhes que trazem a atmosfera à tona.

Você vai usar as habilidades de um ninja, um ladrão, um espião, um atirador e um samurai para derrotar inimigos e completar objetivos em 13 missões. Cada missão é como um quebra-cabeça dinâmico, com várias maneiras de abordá-las, e isso garante cerca de 30 horas de pura diversão. Além disso, há uma expansão chamada Aiko’s Choice que pode ser adquirida separadamente ou como parte da Edição Deluxe, para quando você se apaixonar ainda mais pelo jogo.

A ação em tempo real é cheia de elementos como se esconder em arbustos, observar as rotas dos inimigos e entender como eles patrulham a área. Isso tudo é o que você espera de um jogo desse tipo, e a experiência é absolutamente satisfatória. O título traz uma mecânica de “sombra” que permite planejar os movimentos da sua equipe, colocando cada personagem em posição sem ser visto, e depois tudo acontece automaticamente, como uma máquina de Rube Goldberg sangrenta. É uma sensação incrível!

Assim que você se acostuma a usar essa habilidade de sombra e entende as capacidades do seu grupo, vai se sentir à vontade para criar estratégias elaboradas e silenciosas que você vai querer mostrar para todo mundo. Sério, já fiz minha família assistir a várias eliminações de inimigos em chapéus de palha!

Falando especificamente do port para o Switch 2, o jogo funciona muito bem tanto no modo dockado (4k/30fps) quanto no portátil (1080p/30fps). Isso é um alívio, pois adoro quando um jogo que curto roda bem no Switch. E, acredite, ele está até mais bonito e fluido do que eu lembrava no PC ou PS4. Temos também uma opção de modo mouse, que é bacana, mas eu acabei preferindo o controle para relaxar jogando no sofá.

A câmera pode ser um pouco irritante às vezes; ela se move rápido demais, mas você se adapta e os atalhos de botão ajudam a ajustá-la quando necessário. No geral, é difícil encontrar falhas nesse jogo, além dessa câmera um pouco solta e minha indiferença à narrativa. Se eu quisesse ser bem crítico, poderia dizer que o tutorial demora um pouco, mas fora isso, tudo é de alta qualidade. Eu só queria gritar para todo mundo pegar esse jogo e torcer para que esse time incrível tenha a chance de trazer mais títulos para o Switch 2. Esses jogos são perfeitos para jogar em modo portátil, e eu adoraria reviver todos eles.

Shadow Tactics: Blades of the Shogun é uma aventura fantástica de táticas em tempo real que impressiona com jogabilidade de alta qualidade, visuais incríveis e missões desafiadoras que fazem você se sentir um verdadeiro ninja. A mecânica de sombra é um deleite, e as missões oferecem muitas oportunidades para ser criativo. E tudo isso fica ainda melhor no Switch 2, com melhorias na performance e tempos de carregamento mais rápidos. Não tem muito o que criticar nesse clássico!