Análise de Virtua Fighter 5 R.E.V.O. no Switch 2

Virtua Fighter 5 é um clássico que já conquistou muitos fãs desde sua primeira aparição em 2006. Com várias atualizações e melhorias ao longo dos anos, agora ele desembarca no Nintendo Switch 2, trazendo toda a sua essência com uma nova roupagem. O jogo tem a famosa marca da RGG Studios, que utilizou o Dragon Engine para remasterizar a experiência. E uma das grandes novidades é a inclusão do tão pedido rollback netcode, que melhora a jogabilidade online.

Quando falo de Virtua Fighter, a primeira coisa que vem à mente é: “fácil de aprender, difícil de dominar”. E isso se aplica também ao novo modo R.E.V.O. World Stage. Não se engane, a dificuldade não é um obstáculo intransponível; na verdade, o que o jogo exige é tempo e paciência para descobrir suas diversas camadas. Apesar da fama de ser um título desafiador, a verdade é que o sistema de botões é bastante simples: você só precisa se preocupar com três comandos básicos durante as lutas: bloquear, socar e chutar. Se você é novato no mundo dos games de luta, pode ficar tranquilo. É possível pegar o jeito e se divertir logo de cara, mas lembre-se: ficar apertando botões aleatoriamente não vai te levar muito longe.

O que realmente torna Virtua Fighter 5 interessante é a profundidade que se revela ao combinar ataques com comandos direcionais para criar combos. O modo treinamento é perfeito para isso. Nele, você pode explorar os movimentos de cada personagem e perceber a variedade que o jogo oferece. São golpes para cada situação: agarrões, transições, dashes, e muito mais. Pode parecer complicado, mas a sensação de aprender cada um deles é realmente gratificante.

Falando em combate, VF5 é bastante direto. Não há movimentos exagerados ou fantasiosos, mas sim um fluxo constante de ataques e defesas. O jogo exige um equilíbrio entre se proteger e esperar a hora certa para contra-atacar. E a velocidade das partidas é eletrizante, com rodadas de 45 segundos que mantêm a adrenalina lá em cima. Comparado a outros títulos atuais, como Tekken 8, Virtua Fighter 5 se mostra uma alternativa equilibrada e muito divertida.

O elenco de lutadores também é um atrativo à parte. Personagens icônicos como Akira Yuki, Kage Maru e Sarah Bryant estão de volta, e você logo percebe quais deles são mais fáceis de usar. Brad Burns, por exemplo, é uma ótima escolha para iniciantes, com suas habilidades de esquiva que facilitam a criação de combos. Já Shun Di pode ser um pouco mais complicado devido às suas manobras de embriaguez.

Uma das grandes adições é o modo World Stage, voltado para jogadores solo. Neste modo, você enfrenta uma série de oponentes controlados por inteligência artificial em diferentes locais, e muitos desses adversários têm estilos baseados em dados de jogadores reais. Assim, você vai perceber uma diversidade de técnicas ao longo das batalhas. Ao vencer, você também ganha itens de customização, mas não espere por uma história elaborada ou cenas cortadas — o foco aqui é a luta pura e simples. E se você perder para um personagem, não se preocupe: pode escolher outro para enfrentar, evitando frustrações.

Agradeço pela inclusão desse modo, pois, sem ele, o conteúdo para um jogador só seria bem limitado. O modo Arcade está presente, mas é bem básico: você enfrenta sete partidas até finalmente desafiar Dural, um antagonista bem poderoso. Embora você possa ajustar a dificuldade, não há muitos recursos adicionais. Mesmo assim, considerando o preço acessível do jogo no Switch 2, que gira em torno de R$ 99,90, a experiência parece generosa, especialmente com o World Stage.

No entanto, onde Virtua Fighter realmente brilha é no multiplayer. Os modos online incluem partidas ranqueadas e um torneio semanal, que você pode se inscrever antecipadamente. Também é possível criar salas específicas ou entrar em outras. A única ressalva é que não há um modo dedicado a partidas casuais, mas você pode encontrar salas que especificam regras mais relaxadas. Até agora, encontrei partidas rapidamente, o que é esperado em um lançamento. E a inclusão do cross-play com outras plataformas facilita ainda mais.

Em relação ao desempenho, as partidas online têm sido uma delícia, com o rollback netcode garantindo uma jogabilidade suave. Quando você se conecta a um jogador em uma partida ranqueada, o jogo já informa como está a conexão, permitindo que você saia e procure outro oponente se necessário. E se você prefere jogar offline, o modo Versus oferece uma experiência local divertida. Os Joy-Cons funcionam bem, mas se você tiver controles Pro ou arcade, a diversão é garantida.

Visualmente, Virtua Fighter 5 apresenta algumas pequenas quedas em relação às versões de outras plataformas, mas nada que comprometa a experiência. Às vezes, você pode notar um pouco de aliasing, e a resolução não é tão nítida quanto em consoles de última geração, mas o jogo ainda é visualmente agradável. O que realmente importa é que a taxa de quadros se mantém estável em 60fps, o que é essencial para jogos de luta. A trilha sonora é animada e empolgante, especialmente na tela de seleção de personagens, criando a atmosfera perfeita para as lutas.

Por tudo isso, Virtua Fighter 5 no Switch 2 é uma experiência que vale a pena. O jogo é acessível para iniciantes, mas também oferece uma profundidade que vai cativar os fãs mais dedicados. O multiplayer é o grande chamariz, mas o modo World Stage garante que quem prefere jogar sozinho também tenha seu espaço. O futuro da comunidade online ainda é uma incógnita, mas com recursos como cross-play e rollback netcode, há boas chances de que o jogo continue firme por um bom tempo.