Análise de South of Midnight para Switch 2
“South of Midnight” é um jogo de ação e aventura em terceira pessoa que mergulha de cabeça em sua narrativa. Se você está pensando em dar uma chance a ele, esse é o primeiro ponto a considerar, já que nem todo jogador tem a mesma paciência para longas cenas. Embora o jogo não se prolongue demais, ele gosta de pausar a ação para revelar pequenos pedaços de história, enriquecendo sua narrativa inspirada no folclore do Sul dos Estados Unidos. Essa abordagem narrativa traz um certo charme ao jogo, que tem uma duração aproximada de 10 horas, divididas em 14 capítulos.
O jogo, lançado em 2025 pela Xbox Game Studios, foi bem recebido e marca uma melhora na trajetória da desenvolvedora Compulsion Games, que não teve uma recepção tão positiva com seu título anterior, “We Happy Few”. A jogabilidade, que mistura efeitos de tempestade e cenários floridos, mostra um gráfico que se aproxima do que há de mais atual, superando os limites do que muitos esperavam do Switch 2.
Uma das características mais elogiadas de “South of Midnight” é sua estética de stop-motion e a forma como constrói seu mundo, criando uma atmosfera envolvente. No entanto, a versão para Switch 2 apresenta alguns problemas que afetam essa experiência visual. Dependendo do momento do jogo, você pode notar uma leve desfocagem no modo portátil, texturas que aparecem e desaparecem, e quedas de frame que surgem como insetos em um pântano. Isso acaba tirando um pouco da imersão e fazendo com que a experiência se assemelhe mais aos jogos do Switch original, de quase uma década atrás.
É importante ressaltar que, apesar dessas falhas, “South of Midnight” ainda é muito jogável e tem seus momentos de brilho. A história gira em torno de Hazel, que se prepara para um furacão e acaba sendo separada de sua mãe em meio a uma tempestade devastadora. Ao longo do jogo, você vai tentar resgatar sua mãe enquanto Hazel descobre que possui habilidades especiais como “tecelã”, capazes de manipular fios que aparecem no ar, o que a ajuda a enfrentar os fantasmas conhecidos como Haints.
A experiência de jogo pode ser dividida em três etapas. Primeiro, você percebe que a plataformação é linear, o que pode ser divertido, mas previsível. Depois, em batalhas que ocorrem em áreas definidas, você aprende que paciência é fundamental, e que apertar botões sem estratégia não vai levar a lugar nenhum. Por fim, ao chegar mais perto do final, pode rolar uma leve frustração pela repetição do ciclo de explorar, lutar e resolver puzzles. Embora novas ideias apareçam, o jogo não oferece muita liberdade ou variedade nas escolhas.
Com relação à parte técnica, o jogo já ganhou prêmios pela animação, e isso é bem merecido. A dublagem também é de boa qualidade. Porém, a trilha sonora, apesar de ótima e envolvente, tem letras que podem soar um pouco óbvias e diretas demais, tirando um pouco da sutileza que muitos esperariam.
Apesar de suas falhas, “South of Midnight” oferece uma experiência memorável, levando o jogador a uma jornada por um pântano gótico do Sul dos Estados Unidos. A versão para Switch 2 é totalmente jogável e pode agradar, especialmente se você não tiver acesso a um hardware mais potente. É uma aventura cheia de folclore e traumas familiares que vale a pena explorar.
