Movimento Stop Killing Games recebe apoio no Parlamento Europeu

Recentemente, o movimento Stop Killing Games recebeu um grande apoio na União Europeia e no Reino Unido. Jogadores de todo o continente votaram a favor de levar a causa ao Parlamento Europeu, buscando uma audiência para discutir a questão. Essa jornada começou há anos, liderada pelo YouTuber Ross Scott, do canal Accursed Farms, e culminou em uma audiência que aconteceu no dia 16 de abril, na última quinta-feira. A recepção foi muito positiva e os participantes saíram com esperanças renovadas.

Durante a audiência, o consultor Daniel Ondruška ressaltou que o movimento não está sendo irracional. A ideia não é garantir um suporte eterno para jogos já desativados, mas sim a criação de novas leis para impedir que isso aconteça no futuro. Ele mencionou que jogadores devem poder desfrutar de seus jogos sem medo de perseguições por parte das empresas. Para ilustrar a situação, Ondruška comparou jogos antigos e novos: “Jogos desenvolvidos há 20 anos ainda funcionam, enquanto jogos lançados há três anos, como já foi dito, não funcionam. É uma decisão de design e comercial.”

A Recepção da Iniciativa

Ross Scott, fundador do Stop Killing Games, também trouxe à tona questões comerciais durante a audiência. Ele explicou que, se o fim do ciclo de vida de um jogo for considerado no planejamento orçamentário, o impacto financeiro é bem menor. Scott ainda criticou algumas estimativas de custos feitas por estúdios, afirmando que elas desconsideram recursos que não são mais necessários em jogos offline, como lojas de itens cosméticos. O clima na coletiva de imprensa após a audiência era de otimismo, com Scott comentando que todos os eurodeputados se pronunciaram de forma positiva. Até mesmo a comissão mostrou-se receptiva à proposta.

Um Histórico de Lutas

Essa batalha começou em 2024, marcada por muitos altos e baixos. Jogadores se mobilizaram para coletar assinaturas, mesmo enfrentando a resistência de influenciadores. A petição no Reino Unido passou por dificuldades, sendo encerrada prematuramente por conta de questões políticas. No entanto, a esperança nunca se apagou, e a União Europeia continuou a luta, coletando assinaturas e mantendo a chama acesa.

O movimento Stop Killing Games não só conseguiu as assinaturas necessárias para a audiência, como também continuou a campanha para garantir mais apoio. O início de 2026 promete ser promissor, com a organização planejando o lançamento de ONGs na UE e nos EUA para um contra-lobby de longo prazo sobre o tema. Além disso, em março, apoiaram um processo contra a Ubisoft por conta do encerramento do jogo The Crew, que teve a iniciativa respaldada pela principal associação de consumidores da França.

Esses esforços mostram que a comunidade de gamers está unida e determinada a lutar por um futuro onde mais jogos possam ser preservados e apreciados.