Granblue Fantasy: Relink – Endless Ragnarok chega ao Switch 2

Granblue Fantasy é uma série que, confesso, nunca me atraiu muito. Pode ser que eu tenha me deixado levar por títulos como Persona, Xenoblade e Fire Emblem — a minha dose de “anime bonitinho em grandes batalhas” já estava completa. Por isso, encarar mais um RPG nesse estilo parecia um desafio e tanto. Mas, depois de 45 minutos jogando Granblue Fantasy: Relink – Endless Ragnarok, acho que estou começando a entender o porquê desse jogo ser tão querido.

Lançado em 2024 para PC, PS5 e Xbox Series, Relink foi um marco na jornada da série nos games. Nos últimos anos, o jogo conquistou mais de dois milhões de vendas e uma demanda por mais conteúdo. Durante um evento de prévia, a desenvolvedora Cygames revelou que três expansões estavam nos planos, mas a popularidade do jogo fez com que decidissem criar algo ainda mais robusto: o Endless Ragnarok. Essa nova versão não só chega ao Switch 2, como traz várias novidades, como novos personagens, histórias, mecânicas de combate e até um modo Conflux, que tem um toque roguelike.

Para quem, como eu, está dando os primeiros passos na série, Relink pode ser um pouco esmagador. Logo de cara, enfrentei dois tutoriais que me apresentaram as mecânicas de Invocação e Traço do Mestre, tudo isso em uma batalha épica contra um grande monstro. O bom é que esses tutoriais foram bem tranquilos, sem aquelas interrupções constantes. Mas, mesmo assim, foi um desafio acompanhar as habilidades, ataques em equipe e as transformações gigantes, tudo isso enquanto tentava entender os números de dano e cura que apareciam na tela.

A energia do jogo é inegavelmente influenciada por outras produções, e isso fica claro quando você começa a jogar. Após conseguir pegar o jeito, fui lançado na minha primeira missão: enfrentar um inimigo colossal. Esse monstro voador exigiu um pouco mais de trabalho em equipe, e logo me acostumei a usar as habilidades de buffs e cura do Gran para ajudar meus companheiros. O jogo ficou mais compreensível e consegui me movimentar melhor, evitando muitos ataques e até usando minhas habilidades sem precisar pensar duas vezes.

Se você está preocupado com a dificuldade, não se preocupe! O novo Modo Assistência está aí para tornar as batalhas mais acessíveis. Uma coisa que gostei bastante foram os desafios menores que surgiam durante as missões, como derrotar o monstro em um tempo limite ou evitar ser derrubado muitas vezes. Esses objetivos extras ajudam a manter a mente ativa, especialmente quando os inimigos parecem aguentar uma quantidade absurda de ataques.

O jogo rodou muito bem no Switch 2, mesmo com toda a ação acontecendo ao mesmo tempo. Não consegui medir a taxa de quadros, mas percebi pouquíssimas quedas de desempenho, mesmo em momentos de intensa movimentação. O visual, embora bonito, pode parecer familiar para quem já jogou outros RPGs de anime, mas isso não tira a beleza do jogo.

Depois de completar algumas missões, fui apresentado ao novo modo Conflux, onde o combate realmente brilha. Nesse modo, enfrentei ondas de inimigos e depois escolhi entre dois portais, cada um oferecendo riscos e recompensas. É uma mecânica que já vimos em outros jogos, mas que continua funcionando muito bem. Aumentar o desafio a cada fase me deixou empolgado, e a possibilidade de experimentar novas táticas tornou a experiência ainda mais divertida.

Ainda não vi tudo que Relink tem a oferecer — só tive um gostinho do elenco de personagens e não explorei a campanha para um jogador — mas, se o que joguei for uma amostra do que vem por aí, tenho certeza de que será um sucesso no Switch 2. Para quem jogou a versão de 2024, a parte cooperativa é onde o jogo realmente brilha. Embora não tenha testado isso desta vez, a Cygames prometeu crossplay completo e co-op local sem fio para o Switch 2. Se você estava esperando uma oportunidade de caçar monstros com os amigos à noite, este pode ser o jogo perfeito.

Granblue Fantasy: Relink – Endless Ragnarok será lançado para o Switch 2 no dia 9 de julho de 2026.