Análise de Viewfinder na eShop do Switch
Com um nome como Viewfinder, você pode pensar que estamos diante de mais um jogo de captura de imagens, à la Pokémon Snap. Mas a proposta do desenvolvedor Sad Owl Studios é bem diferente. Aqui, o viewfinder é uma ferramenta que transforma a realidade, sobrepondo fotografias ao ambiente e criando novos caminhos em um mundo artificial. É uma experiência realmente única, que lembra um pouco The Witness, de Jonathan Blow, e a loucura de perspectiva de Portal. O resultado é um conjunto de quebra-cabeças que te leva por uma versão em constante mudança de um utopia.
O jogo estreou no PS5 em julho de 2023 e traz uma narrativa intrigante, revelada aos poucos. Os cientistas exploram uma simulação que mistura elementos de várias civilizações. Pelo cenário, você encontra fotografias que retratam outras cenas dentro do espaço, e ao focar nelas, você as incorpora ao ambiente. Essa mecânica é a base para resolver diversos tipos de quebra-cabeças de travessia.
Apesar das manipulações estranhas do espaço, os desafios nunca são confusos. Colocar pontes sobre abismos ou remover uma parede para abrir passagem para o céu acaba sendo intuitivo. Com o tempo, surgem quebra-cabeças de perspectiva que exigem a combinação das fotos para avançar. Fazer cópias de imagens, encontrar o ângulo certo com um visualizador e até mesmo acionar interruptores são algumas das maneiras de progredir nesse mundo idílico. A mecânica de retroceder no tempo é uma mão na roda, permitindo que você retorne rapidamente ao último ponto em que tentou algo que não deu certo. Essa fluidez é parte da essência de Viewfinder, que busca uma experiência tranquila, sem interrupções que possam atrapalhar a arte que permeia a jornada.
Um Mundo Colorido e Vibrante
A estética da simulação é vibrante e envolvente, com cores primárias que se destacam tanto em telas grandes quanto pequenas. O mundo em que você está imerso traz uma sensação de espaço vivido, com uma diversidade impressionante de estilos. Você vai transitar por diferentes motivos, misturando desenhos à mão com ambientes poligonais e bordas em aquarela. Às vezes, você é puxado para o mundo real, com escritórios frios e cidades vermelhas, criando um contraste que faz você valorizar ainda mais o estilo artístico da simulação.
Embora você seja um cientista solitário vagando entre mundos, a comunicação constante com um colega traz um toque de humor ao jogo. Além disso, um gato virtual chamado Cait age como seu guia, adicionando um charme extra à experiência.
Quebra-Cabeças e Desafios
Em alguns momentos, você vai se deparar com áreas centrais que permitem revisitar níveis e participar de desafios secundários que são breves, mas estilisticamente distintos. Embora essas diversões sejam interessantes, não prolongam muito a duração de uma experiência que já é relativamente curta – você pode finalizar em cerca de quatro horas.
Como é um lançamento nativo para o Switch 1, os visuais psicodélicos rodam a uma taxa de quadros mais baixa, o que pode ser um pouco desconfortável ao mover rapidamente a câmera em busca de soluções para os quebra-cabeças. Essa experiência é feita para explorar a tela, e o hardware mais antigo do Switch pode ser um obstáculo. Mesmo ao migrar para o Switch 2, a performance não melhora significativamente. Jogar sem o dock em ambas as plataformas é visualmente bonito e um pouco mais suave, mas a diferença é mínima.
Acessibilidade e Música
No entanto, mesmo com a performance inferior, a jornada visual de Viewfinder é cativante e relaxante. A narrativa e a constante inovação artística são o que mantêm o jogador envolvido. A trilha sonora, composta por Aether, mistura batidas de jazz suaves com sintetizadores etéreos, criando um ambiente perfeito para se perder na simulação.
Explorar essa simulação colorida, manipulando o mundo ao seu redor através das fotografias, é uma experiência envolvente e relaxante, que se destaca pelo seu estilo visual e design de quebra-cabeças.
