Você precisa conhecer a “História Não Contada do NES”
Esperamos que muitos de vocês estejam aproveitando um merecido descanso no final do ano. Mas, mesmo que você já esteja de volta ao trabalho antes do ano novo, vale a pena dar uma pausa para conferir um documentário super interessante sobre o lançamento do NES nos Estados Unidos. Produzido por Frank Cifaldi e pela equipe da Video Game History Foundation, esse vídeo traz uma visão fascinante sobre a trajetória do Famicom até se tornar o Nintendo Entertainment System.
O documentário de 45 minutos foi lançado no dia de Natal e explora como o Famicom fez sua jornada até os EUA. Ele também mostra como o lançamento em um mercado de testes em Nova York preparou o terreno para o imenso sucesso do console na segunda metade dos anos 80. Cifaldi apresenta uma linha do tempo condensada dos eventos, reunindo materiais do arquivo da VGHF com outras fontes para oferecer um olhar fresco sobre uma história que você pode achar que já conhece bem.
A narrativa começa com um acordo inicial que não deu certo com a Atari. A partir daí, Minoru Arakawa e sua equipe da Nintendo of America se questionam se teriam o que era necessário para levar o sistema aos Estados Unidos. Cifaldi destaca as críticas desanimadoras que surgiram durante as rodadas de testes com grupos focais, mas que a NOA felizmente decidiu ignorar. Os fãs da Nintendo podem achar que não há mais nada novo a ser dito sobre essa história tão contada, mas a equipe da VGHF se saiu muito bem ao incluir novidades e esclarecer pontos que você acha que já sabe.
Por exemplo, Lance Barr foi o responsável pelo design industrial do Famicom ocidental, inspirado nos elegantes equipamentos de som da Bang & Olufsen. Mas você sabia que o famoso “tijolo” que todos conhecemos foi na verdade uma criação dos engenheiros da NCL, que fizeram algumas alterações no trabalho de Barr? A equipe da matriz japonesa da Nintendo estava preocupada com a poeira entrando no slot de um console de carga superior e decidiram modificar o design mais estilizado de Barr — que era conhecido como AVS antes de se tornar o NES — para incluir um mecanismo de carga frontal. Barr mesmo ficou desapontado com o resultado final, que acabou virando uma espécie de “marmita”.
Mesmo que você já conhecesse algumas dessas informações, com certeza vai descobrir novos detalhes ao assistir ao documentário. Os 45 minutos passam voando, e o vídeo amarra a história com o tema da Atari de forma bem legal no final. Então, que tal pegar um tempo entre agora e o novo ano para assistir? E se você quiser apoiar o trabalho da VGHF, dê uma olhadinha na campanha de arrecadação de fundos de inverno deles.
