Adicionar jogos à lista de desejos na eShop do Switch é um desafio
Adoro navegar pela eShop da Nintendo, e aqueles sons de cliques enquanto rolo pelas opções são simplesmente satisfatórios. O barulhinho que o controle Joy-Con faz ao clicar combina perfeitamente com a experiência. Quando deslizo rapidamente por uma galeria de jogos, escuto aquele estalido de obturador de câmera, e no Switch 2, tem até o pop do polegar quando passo por uma caixa. Sou realmente fã disso tudo! É parte do motivo pelo qual eu até gostava da eShop original — ou pelo menos achava ela interessante — com aquele lag nostálgico de modem sempre que você se movia. A expectativa de esperar as coisas carregarem era quase palpável, e eu nem me atrevia a pressionar o botão novamente, com medo de ultrapassar o que queria ver.
Mas, claro, a nova versão é bem melhor. Agora, quando rolo pela seção de “Em Breve”, tudo é muito mais responsivo. Eu faço questão de navegar com um perfeccionismo leve, clicando de forma metódica, como se estivesse organizando o universo! Cada toque é uma experiência tátil, quase como se eu estivesse passando os dedos pelas lombadas de livros. Isso é divertido? Sem dúvida! Mas, ainda mais divertido, é adicionar jogos à minha lista de desejos.
E não coloco apenas jogos que conheço e gostaria de jogar. Agora percebo que estou usando a lista como um tipo de álbum de recortes. Adiciono miniaturas que gostei, coisas estranhas que me intrigaram, uma espécie de repositório de ideias e gatilhos nostálgicos. O coração da lista de desejos funciona como um botão de “curtir” da eShop, e eu tento não me autocensurar se algo chama minha atenção (exceto por coisas muito exageradas, claro).
O que a lista de desejos revela
O que podemos aprender com esse hábito peculiar? Uma coisa é certa: eu realmente gosto de arte fantástica desenhada à mão, acompanhada por fontes serifadas e títulos levemente nostálgicos. Se não fosse assim, por que estaria na minha lista jogos como Harvestella (com um nome bucólico e uma árvore na miniatura), Trinity Trigger (arte ilustrada e uma coisa adjacente a uma árvore) e Various Daylife (nome sem sentido, mas uma miniatura agradável com personagens caminhando por texturas de grama de época de GameCube)?
Joguei uma demonstração de Atelier Yumia, que, pelo que ouvi, se passa em um reino de mulheres robustas, e mesmo assim, a imagem com um pôr do sol verde-ervilha atrás me agrada. Já Milkmaid of the Milky Way, com seu título poético, me lembra capas de livros antigos, mesmo que a descrição que li pela primeira vez diga que trata de uma norueguesa com rimas.
Jogos que chamam a atenção
Enquanto rolo pela minha lista, percebo rimas inesperadas, como Bahnsen Knights, Tenement e Bermuda Survivor, que formam um trio de miniaturas com fundos pretos e um toque neon dos anos 80. Também adiciono títulos que me atraem apenas pelo nome, como Qualia, que, apesar de parecer um jogo mais ousado, tem um significado filosófico que me faz querer explorar. E não posso esquecer de Room of Depression e Looking Up I See Only A Ceiling, que parecem quase poemas.
Às vezes, a simplicidade me atrai, como no caso de Easy Dice for RPG/Tabletop – GOLD EDITION (mas, o que faz ele “mais dourado”?). Outros jogos têm miniaturas tão boas que um YouTuber ficaria orgulhoso, como Car Parking Madness School Drive Mechanic Car Simulator 2023, que tem setas estranhas indicando Pro/Noob para dois carros que, sinceramente, estão bem estacionados.
Curiosidades e mais
Alguns jogos que coloco na lista são para preservar minha curiosidade. Por exemplo, quem fez America Wild Hunting, com suas fotos superexpostas e fontes militares? E o que exatamente é About An Elf, que tem uma mulher face pintada montando um animal que parece uma mistura de urso polar com furão? Essas questões provocam a alma e me fazem considerar que a própria página é uma forma de arte.
Um dos meus thumbnails favoritos é o de GORS, com uma cabra sorridente que tem um sorriso humano disconcertante. O jogo correspondeu à estranheza da imagem — comprei, mas nunca consegui dominar a jogabilidade. Mesmo assim, a surrealidade valeu o preço de um café, e a miniatura continua na lista. Jogos como Beyond Good & Evil Anniversary Edition eu coloco na lista por um desejo vago de relembrá-los, mas principalmente porque já conheço e amo.
No fim das contas, tudo isso me encanta. Minha própria kaleidoscópica coleção de imagens e palavras, com mudanças de cores de fundo em páginas que posso rolar com os botões. Me lembra um pouco da juventude que passei folheando revistas de videogame, experimentando os jogos mais como descrições e alucinações do que como experiências de jogo reais. Uma verdadeira ecologia de entusiasmo construída tanto por diálogos quanto por representações, uma porta para mundos diferentes e estilos artísticos. Navegar pela eShop é quase como um jogo por si só, feito para ser explorado.
