Josef Fares comenta sobre a ascensão da inteligência artificial
A inteligência artificial (IA) está em alta e não dá para ignorar. Recentemente, durante a CES 2026, essa tecnologia chamou ainda mais atenção, principalmente entre os desenvolvedores de jogos. Josef Fares, fundador da Hazelight Studios e diretor de jogos como “Split Fiction” e “It Takes Two”, conversou com Christopher Dring sobre o impacto da IA na indústria.
Fares ressaltou que, embora a IA traga vantagens para o desenvolvimento de jogos, ele não acredita que ela vá substituir a criatividade humana tão cedo. Para ele, ter alguém com uma “visão ou ideia” é fundamental. “Trabalhamos com IA há bastante tempo. O desafio maior é a IA generativa. Se uma ferramenta de IA ajuda a materializar sua visão, por que não aproveitar? Mas a IA generativa ainda tem suas limitações”, explicou.
Ele citou o exemplo do Midjourney, uma ferramenta de geração de imagens. “Quando surgiu, foi impressionante. Mas cinco anos depois, a evolução foi tímida. Talvez tenhamos chegado ao limite do que essa tecnologia pode fazer”, refletiu Fares. A questão é que, mesmo com essas ferramentas, é preciso ter alguém que saiba o que quer criar. “Não vejo a IA dominando. É difícil prever o futuro, mas a criatividade humana ainda é indispensável”, completou.
É interessante notar que os desenvolvedores têm escolha nesse cenário. A ideia de que a IA vai “tomar conta” pode parecer inevitável, mas a realidade é um pouco mais complexa. Recentemente, surgiram dúvidas sobre imagens da coleção “My Mario”, da Nintendo, que poderiam ter sido criadas com IA. A empresa rapidamente se manifestou, afirmando que não usou essa tecnologia na produção das imagens.
Esse debate sobre o uso da IA no desenvolvimento de jogos está longe de ser resolvido. Será que estamos destinados a aceitar a IA como parte essencial desse processo? Ou será que os desenvolvedores vão se posicionar e limitar seu uso? O futuro da indústria de jogos promete muitas discussões a respeito desse tema.
