Amiibo Happy sobrevive ao salto de console, mas desbloqueios são excessivos
Recentemente, a Nintendo surpreendeu ao incluir o amiibo de Kirby Air Riders em sua revelação do Switch 2. Durante anos, os lançamentos de amiibo foram praticamente dominados por Super Smash Bros. e seus lutadores DLC. Com a chegada do Switch 2, muitos pensaram que essa tendência poderia ter chegado ao fim, mas parece que não é bem assim. A Nintendo está determinada a continuar lançando novos amiibo, e a frequência é impressionante: desde o lançamento do console, já são 13 novos modelos, com mais cinco programados ainda para este ano.
As figuras estão cada vez mais detalhadas, e a coleção de Air Riders, com seus componentes intercambiáveis, mostra que a Nintendo ainda está inovando nesse mercado que muitos acreditavam estar em declínio. No entanto, uma questão persiste: onde estão as ideias criativas para os desbloqueios dentro dos jogos? Será que, em 2026, um simples jingle de Metroid ainda é considerado uma recompensa válida? Não dá pra acreditar.
Esse descontentamento já está rolando há alguns meses. A Nintendo anunciou um novo amiibo de Super Mario Galaxy, que, ao ser escaneado, libera um Life Mushroom ou um 1-Up Mushroom — como se fossem itens raríssimos no jogo base. E, embora a coleção de Kirby Air Riders seja bacana, quem realmente quer usá-la para treinar corredores virtuais? Outro exemplo é o amiibo de Donkey Kong Bananza, que oferece uma vantagem inicial com uma roupa antes de liberá-la no final do jogo. No fim, a maioria dos desbloqueios parece um pouco desapontadora.
As recompensas de amiibo costumam ser insignificantes, mas algumas, como os tecidos de Paraglider de TOTK ou os trajes de Splatoon, são um agradecimento simpático por adquirir a nova figura. Gastar R$ 150 em um amiibo da Rosalina para ganhar um 1-Up parece um pouco frustrante. Por outro lado, ao menos não estamos vendo recursos essenciais trancados atrás de compras de amiibo no Switch 2. Mas, espera aí. O jogo Metroid Prime 4 trouxe três novos amiibo. Escanear o Sylux desbloqueia uma cena de flashback que, de outra forma, só seria acessível com 100% de conclusão. Já os amiibo de Samus desbloqueiam recursos que deveriam estar disponíveis desde o início do jogo. É complicado ver que skins de bicicleta e uma rádio no jogo são apenas para quem gastou mais R$ 200.
E quando você escaneia outros amiibo de Metroid? O que você ganha? Exatamente, um jingle. Isso deixa a situação ainda mais engraçada. No entanto, há um exemplo que realmente se destaca no Switch 2: Mario Tennis Fever. Escanear amiibo relevantes desbloqueia designs únicos de bola. É uma recompensa que, embora simples, é um toque agradável — ainda que não esteja ligada a novos amiibo.
Animal Crossing: New Horizons também segue essa linha. Ao escanear praticamente qualquer amiibo de Zelda ou Splatoon, você pode convidar novos aldeões para sua ilha. Embora isso possa ser visto como conteúdo trancado atrás de amiibo, a variedade de figuras torna mais fácil ignorar essa questão. A verdade é que a Nintendo precisa encontrar um equilíbrio entre oferecer recompensas atraentes e não tornar o jogo base menos interessante sem elas.
Com lançamentos como Monster Hunter Stories 3, Resident Evil Requiem e Pragmata se aproximando, todos com seus próprios desbloqueios misteriosos, e a Nintendo planejando novos amiibo de Mario Galaxy e Kirby, as expectativas são altas. Mas, no fundo, espero que esses lançamentos não venham acompanhados da frustração de gastar R$ 150 em uma recompensa que não vale a pena. Vamos ver como isso se desenrola!
