Avaliação do jogo The Perfect Pencil na eShop do Switch
A onda de games no estilo Metroidvania, que parece nunca ter realmente saído de moda, ganha mais um representante interessante. Desta vez, somos apresentados a John, um herói peculiar que se perde em um mundo de fantasia sombrio e labiríntico. Criado pelo estúdio Cima, “The Perfect Pencil” leva os jogadores a uma jornada perturbadora, repleta de elementos estilizados que exploram temas de trauma psicológico e medo.
O objetivo de John pode parecer um mistério em si, o que só contribui para a atmosfera onírica do jogo. No início, ele aparece sem cabeça, mas acaba encontrando um projetor antigo que passa a usar como cabeça, partindo para a aventura munido apenas de um lápis gigante. O cenário é repleto de referências ao imaginário infantil: personagens em forma de sonâmbulos enigmáticos e bebês gigantes dão vida a esse mundo bizarro. A interação com os NPCs é cheia de enigmas, e a linha entre aliados e inimigos é bastante tênue, criando uma sensação constante de desconfiança.
Explorar esse mundo surreal é uma parte fundamental da experiência. John se depara com sonâmbulos de olhar vazio, cobertos de objetos aleatórios, e criaturas excêntricas que oferecem aulas de artes marciais. A “Câmera Obscura” que fica em seu pescoço permite que ele escaneie o ambiente, ajudando a navegar pelo mapa, que pode ser um pouco confuso, e a descobrir segredos relacionados à missão principal. Enquanto muitos jogos do gênero focam em combates desafiadores e plataformas complicadas, “The Perfect Pencil” prioriza a exploração. Você pode investigar o cenário, completar tarefas para NPCs e aprimorar o projetor de John com filamentos que aumentam suas habilidades.
Embora o combate ainda faça parte da jogatina, com inimigos sonolentos espalhados pelos diversos biomas do jogo, eles não são particularmente difíceis. No entanto, a disposição deles pode resultar em mortes frustrantes e longos trajetos de volta. As lutas contra os chefes são momentos divertidos, apresentando inimigos maiores que representam as temáticas do jogo. Assim como os inimigos menores, esses chefes também não hesitam em esmagar John e mandá-lo de volta a pontos de salvamento distantes.
John utiliza um ataque corpo a corpo simples, mas sua habilidade mais valiosa é um golpe de cura que transforma a energia gerada por ataques consecutivos em um golpe restaurador de saúde. Essa habilidade se mostra útil ao longo da aventura. Os ataques de John podem ser aprimorados ao coletar recursos espalhados pelos níveis e derrotar inimigos. O combate e a movimentação nesse mundo singular são suaves, tanto no modo portátil quanto acoplado ao dock, sem apresentar problemas de desempenho. Diferente da agilidade extrema de jogos como “Silksong” ou “Mio”, é gratificante ver o estilo artístico cuidadosamente elaborado em todos os momentos de dificuldade de John.
O Nintendo Switch continua sendo um lar confortável para Metroidvanias com foco artístico. Apesar de “The Perfect Pencil” ser mais um jogo em um gênero que não para de crescer, ele traz um mundo distorcido e único, que vale a pena ser explorado. As suas complexidades podem ser densas, mas a atmosfera estranha e as paisagens peculiares fazem da jornada uma experiência intrigante.
