A era do aprisionamento pode inspirar novo jogo de Zelda, dizem devs

O que vem a seguir para a série The Legend of Zelda? Essa é a pergunta que está na cabeça de muitos fãs este ano. Com 2026 ainda em branco, o futuro parece um grande mistério. Agora que o novo console Switch 2 já está no mercado e a Era do Wild parece estar se despedindo, estamos realmente em um território desconhecido. Sabemos que um filme de Zelda está previsto para 2027, mas, fora isso, as informações estão escassas. É como se estivéssemos perdidos na nevasca de Snowhead, sem saber o que esperar do próximo Nintendo Direct.

Mas calma, a equipe lendária por trás da série não está perdida. Eles têm um plano e deixaram um indício importante. Em uma entrevista, o produtor da série, Eiji Aonuma, revelou que a colaboração com a Koei Tecmo para desenvolver Hyrule Warriors: Age of Imprisonment trouxe uma inspiração enorme. Aonuma comentou que este é o primeiro título da série Zelda para o Switch 2, e que a inspiração dessa parceria pode refletir no próximo jogo da franquia. Ele pediu aos fãs que imaginem isso enquanto jogam Age of Imprisonment e que fiquem animados para o que vem por aí.

Agora, se você está pensando que vai ter mais do mesmo, não se preocupe. Eu entendo que muitos de vocês estão um pouco cansados de viver na Era do Wild por quase uma década. E a última coisa que querem é mais repetição de batalhas. Isso é compreensível. Porém, tenho quase certeza de que o próximo jogo de Zelda não vai seguir esse caminho. Acredito que a inspiração que vem de Age of Imprisonment trará um novo estilo narrativo para a série.

Imagine um jogo ambientado em uma nova era de Hyrule, que finalmente una a fórmula do mundo aberto com a estrutura tradicional dos jogos Zelda. Isso poderia criar uma experiência interativa cinematográfica única. E como isso seria possível? Vamos explorar essa ideia.

O impacto de Breath of the Wild foi imenso. Ele não só revolucionou o gênero de mundo aberto, mas também introduziu dublagem completa pela primeira vez na série. Essa mudança trouxe uma direção artística espetacular e deu vida aos personagens de uma forma nunca vista antes. Mas, por outro lado, a liberdade do mundo aberto limitou o potencial narrativo, resultando em cenas de flashback que podiam ser desconectadas da experiência do jogador. A sequência, Tears of the Kingdom, melhorou essa questão com um final mais impactante, mas ainda assim, algumas partes da narrativa dependiam de flashbacks que podiam ser confusos.

Agora, chegamos ao ponto forte de Age of Imprisonment: a narrativa. O jogo permite que os jogadores vivenciem a antiga Guerra da Imprisonment de forma mais integrada, preenchendo as lacunas deixadas por Tears of the Kingdom com cenas de corte dubladas que superam as limitações de Breath of the Wild, graças ao seu formato mais linear. O que torna tudo ainda mais interessante é que o jogo não é completamente linear, permitindo ao jogador escolher batalhas sem quebrar a narrativa.

À medida que você avança, novas batalhas e cenas de corte surgem, fazendo com que você realmente sinta a tensão da Guerra da Imprisonment. É uma experiência imersiva, onde você se sente parte da luta ao lado dos personagens. Isso foi projetado para que todos se sintam envolvidos na história.

Isso significa que as limitações narrativas do sistema de mundo aberto podem finalmente ser superadas no próximo jogo de Zelda? Será que teremos cenas cinematográficas longas que fluem naturalmente, como nos clássicos, e ainda poderemos explorar Hyrule de forma interativa? Imagine uma cidade viva e pulsante, repleta de aventuras, dungeons desafiadoras e acampamentos sob as estrelas em Hyrule Field. Parece um sonho distante, mas se a equipe de Zelda conseguir isso, poderá não apenas revolucionar a série mais uma vez, mas também acender uma nova tendência na indústria dos games. Afinal, esse é o jeito deles: sempre desafiando os limites e criando história.