Análise: Controle Mobapad Chitu2 HD para Switch 1 e 2
Quando coloquei minhas mãos no Pro Controller da Nintendo para o Switch 2, fiquei surpreso com a suavidade dos analógicos. A tecnologia é simples, mas super eficaz: anéis de silicone foram adicionados ao interior, amortecendo o movimento dos sticks e evitando que as tampas toquem no plástico externo. Incrível, não é? Mas, mesmo com essa inovação, a Nintendo decidiu não incluir sticks com tecnologia Hall Effect ou TMR, o que significa que o temido stick-drift ainda é uma preocupação real para os jogadores. Felizmente, até agora esse problema não se tornou uma dor de cabeça generalizada.
A Mobapad, percebendo essa preocupação, lançou uma alternativa bem interessante: o controle Chitu2 HD. Eles são transparentes sobre a inspiração que tiveram na Nintendo e como aprimoraram o design. O resultado? Sticks analógicos que imitam a sensação ‘suave’ do Pro Controller, além de incorporar a tecnologia TMR, que promete eliminar o stick-drift. E posso garantir que os sticks do Chitu2 são tão bons quanto os do controle oficial da Nintendo, sem barulhos ou feedback indesejado ao serem movimentados. Se você prioriza qualidade nos sticks, esta pode ser a melhor opção por enquanto.
O preço também é atraente: o controle Chitu2 sai por US$ 49,99 e o pacote com a base de carregamento custa US$ 65,99. Mas, um ponto que pode dividir opiniões é a questão dos botões. Todos os principais botões — ABXY, o D-pad (que vem com duas opções de design intercambiáveis) e os botões de ombro — são mecânicos, ou seja, produzem um feedback ‘clicante’ ao serem acionados. Para alguns, isso pode ser um ponto negativo; para outros, é uma característica que traz satisfação na hora de jogar.
Na minha opinião, a sensação de feedback clicante é sensacional. Você sente exatamente quando um botão é pressionado, o que acaba melhorando sua habilidade de pressionar rapidamente. Isso se aplica especialmente ao D-pad, que é muito útil em jogos que exigem precisão, como Street Fighter 6 ou Contra: Operation Galuga. Por outro lado, o barulho é inegável. Cada clique é audível e, embora você possa aumentar o volume da TV para abafar o som, ele ainda estará lá. Para mim, a sensação dos botões compensa o ruído, mas entendo quem prefere um controle mais silencioso.
O Chitu2 tem quase tudo que você pode querer de um controle de terceira parte: suporte para despertar o Switch 2, compatibilidade com NFC, controles de giroscópio, HD rumble e botões traseiros que são convenientemente rotulados como ‘GL’ e ‘GR’. No Pro Controller oficial, você poderia mapear esses botões rapidamente pressionando o botão ‘Home’, mas aqui tudo é feito pelo botão ‘Settings’ logo abaixo do D-pad. É rápido e fácil, e uma vez mapeado, você provavelmente não vai mexer nisso de novo.
Uma pequena desvantagem é a falta de um botão ‘C’ dedicado para acesso rápido ao GameChat. Em vez disso, o Chitu2 inclui um botão ‘M’ abaixo do stick analógico direito. Você pode mapear esse botão para o que quiser, incluindo macros personalizadas. Por padrão, ele é configurado para levar você de volta à tela inicial do Switch 2 e acessar o aplicativo de chat — uma solução inteligente da Mobapad para a ausência do botão ‘C’, mas que não é exatamente a mesma coisa. No geral, se essa é a única falha, não posso reclamar muito. É raro encontrar um controle de terceiros com suporte NFC para amiibo hoje em dia.
Se você é do tipo que precisa de uma entrada para fones de ouvido, vale ressaltar que isso não está incluído. Não é um problema para mim, mas pode ser para você. O Chitu2 está disponível em três cores: preto, branco e um rosa perolado. Pessoalmente, o rosa é o meu favorito; a cor é discreta e a face do controle tem um gradiente que vai de azul para roxo, bem bonito. O acabamento também é sólido, embora não tenha a mesma suavidade do Pro Controller. O controle tem um peso agradável, o que é um ponto positivo.
A vida útil da bateria varia entre 15 a 20 horas com uma única carga, o que é mais que suficiente para a maioria dos jogadores. Se optar pelo pacote de US$ 65, você ganha uma base de carregamento que combina com a cor do controle. Embora discreta, a base tem uma conexão magnética que evita que o controle caia durante o carregamento. E ainda conta com iluminação RGB, o que pode ser um atrativo a mais.
Importante notar que, se você escolher o controle preto, a faceplate será brilhante, o que não é muito do meu gosto. Com a base, a faceplate é fosca, que é muito mais agradável aos olhos. O controle branco parece ser brilhante de qualquer jeito, enquanto o rosa tem um acabamento fosco, independentemente de estar ou não na base. Portanto, se eu puder dar um conselho, escolha o rosa; ele é mais bonito e, se você não se importar com a base, ainda terá o acabamento fosco.
O Chitu2 HD da Mobapad é, sem dúvida, um controle excelente. Com sticks TMR que oferecem a mesma tecnologia ‘suave’ do Pro Controller 2, esses são provavelmente os melhores sticks disponíveis atualmente. Os botões mecânicos são uma delícia de clicar, mas se você não curte barulhinhos, pode não ser a melhor escolha. O único ponto realmente faltando é o botão ‘C’ dedicado; a macro do botão ‘M’ para acessar o chat é uma boa alternativa, mas não ideal. Com suporte para despertar, HD rumble, controles de giroscópio e, surpreendentemente, suporte NFC, este é um controle repleto de recursos, a um preço muito mais acessível que o da própria Nintendo.
