Análise de Final Fantasy VII Remake Intergrade para Switch 2
Sempre fico impressionado com a sequência de abertura de Final Fantasy VII. Lembro até hoje da primeira vez que vi, com apenas três anos, olhando para a tela da sala de casa. E não posso deixar de sentir a mesma emoção agora, jogando Final Fantasy VII Remake Intergrade no meu Nintendo Switch 2. É incrível ver a mesma cena do passarinho voando sobre Midgar, as crianças brincando nas favelas e a Aerith caminhando pela cidade, tudo isso em uma tela LCD de 7,9 polegadas. E a música? Maravilhosa! Mas o que realmente me impressiona é como tudo isso fica bonito na tela do meu Switch 2.
Quando joguei Final Fantasy VII Remake no Switch 2, fiquei realmente surpreso com o quão bem ele se saiu. É, sem dúvida, uma das melhores adaptações para o console até agora. Claro, tem algumas limitações, como os 30fps, uma resolução de tela um pouco mais baixa e algumas texturas que não são as melhores. Mas a Square Enix se esforçou muito para entregar um resultado incrível, e a inclusão do DLC Episode INTERMission torna essa versão uma excelente opção para jogar em qualquer lugar.
Explorar a vibrante metrópole dieselpunk de Midgar é uma experiência fantástica. A cidade está repleta de vida: pessoas, montanhas de lixo, veículos e até flores tentando brotar em meio ao cenário árido. Reencontrar os becos da Wall Market e as favelas do Setor 7 foi quase como uma viagem ao passado. A iluminação do jogo é um verdadeiro destaque, muito elogiada pelo diretor Hamaguchi-san, e faz com que essa versão se aproxime do modo de desempenho da versão para PS5, superando em muitos aspectos a original de PS4.
Embora eu tenha notado alguns problemas de textura, especialmente nas flores e nos montes de sucata, isso é algo que já estava presente na versão original. Os rostos dos NPCs podem parecer um pouco estranhos, mas isso é uma questão que afeta o jogo em todas as plataformas. Para ser sincero, você precisa prestar muita atenção para notar esses detalhes. Na verdade, jogando no modo docked, não percebi quedas significativas de frame rate, mesmo em combates intensos ou nas áreas mais movimentadas, como a Wall Market. Até nas seções de moto, onde os efeitos de luz estão por toda parte, consegui me concentrar na ação.
Quando joguei no modo portátil, a experiência foi um pouco menos estável, principalmente durante as cutscenes e transições com muito movimento ou fogo. Mas essas oscilações não duram muito tempo e, honestamente, não me incomodaram muito. A qualidade da imagem pode levar um tempo para se acostumar, mas é importante lembrar que não estamos falando de um PC potente ou de um PS5, e essa versão é baseada no Intergrade do PS5.
Falando sobre a jogabilidade, Final Fantasy VII Remake é um RPG incrível. Ele oferece combates emocionantes e uma reinterpretação completa da icônica sequência de três a cinco horas do jogo original, que agora se estende por mais de 30 horas. A ação é muito bem ajustada, permitindo que você utilize todo o seu grupo para derrubar inimigos e chefes. Cada personagem tem um estilo de combate único, e você precisa se envolver em cada sistema para vencer, mesmo no modo normal. Embora não seja um sistema de turnos, ele ainda oferece um menu que permite pausar brevemente as batalhas e escolher habilidades para você e seus aliados.
A narrativa também vale uma menção especial. Final Fantasy VII Remake é fiel ao original de 1997, mas também empurra os limites do que significa ser um “remake”, especialmente em seu final. Embora não tenha gostado de todas as mudanças e alguns personagens novos não tenham me conquistado de imediato, quando o jogo acerta, ele realmente brilha. Ver Cloud e Aerith ganhando vida em um hardware moderno é algo incrível. O Cloud, por exemplo, não é apenas o protagonista melancólico que muitos imaginam; ele tem um lado sarcástico e até engraçado. E a Aerith é uma personagem marcante, que carrega a história nas costas.
Para quem ainda não jogou Final Fantasy VII e está preocupado com as mudanças, não se preocupe. Mesmo com as adições, a versão para Switch 2 é uma ótima maneira de conhecer uma das obras mais influentes da história dos games. A essência da história continua intacta, e as bizarrices do original estão presentes, talvez até melhores. A nova sequência do Honeybee Inn, por exemplo, já vale a pena o ingresso.
Embora Cyberpunk 2077 ainda seja o melhor port do Switch 2 por sua grandiosidade, Final Fantasy VII Remake Intergrade está logo atrás, graças ao seu nível de detalhe visual e iluminação impressionantes.
No fim das contas, mesmo ao tentar inovar e fazer algo diferente, Final Fantasy VII Remake Intergrade respeita suas raízes. A essência revolucionária do clássico continua firme, e o jogo não tem medo de ser um pouco esquisito e engraçado. A versão para Switch 2 faz um trabalho admirável de manter a beleza do jogo, mesmo a 30fps, e isso é realmente notável. É uma alegria ver tudo da versão PS5 traduzido de forma tão impressionante para esse console, e já fico animado (e um pouco ansioso) pela chegada de Rebirth.
