Análise de Splatoon Raiders para Switch 2

Salmon Run, que não fazia parte do lançamento original há 11 anos (parece que foi ontem, né?), se tornou um elemento essencial da experiência Splatoon, tão importante quanto as Turf Wars e as aventuras malucas no modo solo. Agora, com Splatoon Raiders, esse modo se expande de uma maneira que parece uma versão alternativa de ‘Splatoon 4’ que simplesmente ganhou vida própria.

Para quem não está por dentro, Salmon Run é um modo onde, ao invés de lutar contra outros jogadores, você enfrenta inimigos grandes e pequenos chamados Salmonids. O nome é tão peculiar e intrigante que é difícil até de entender em que animal eles se basearam. O jogo foi capturado no Nintendo Switch 2, tanto na versão portátil quanto na docked.

Ao contrário da estrutura típica do Salmon Run, que costuma ser em arenas, Raiders adota um sistema de estágios que lembra mais as ofertas de um jogador só da série, chamados de “masmorras”. Cada masmorra se encaixa em algumas categorias: você pode ter a clássica de chegar ao final, ambientes não lineares onde precisa coletar um número específico de Ovos de Poder dos Salmonids derrotados, arenas claustrofóbicas que geram inimigos sem parar e até minigauntlets que ensinam a usar os diversos gadgets do jogo.

E falando em gadgets, essa é uma das grandes mudanças em relação aos jogos anteriores. Antes, você tinha sub-armas como bombas e sprinklers. Agora, os gadgets são fundamentais para derrotar os Salmonids. Cada gadget tem um funcionamento único e está ligado a tipos específicos de Tanques de Tinta, então você não pode simplesmente misturar tudo. Um dos meus favoritos é o Splatellite, que cria uma série de globos que espalham tinta e causam dano aos inimigos.

Os Salmonids também voltaram, com todos os Chefes e Salmonids Menores conhecidos, exceto o Snatcher, que não se encaixaria no novo estilo de jogo. E temos inimigos novos, como os Smokers, que criam uma bolha de gás protetora, e os Salty Tongues, que tentam morder você. A verdadeira surpresa, no entanto, são os Seasoned Salmonids, que são como o Dark Souls dos Salmonids, intensificando suas características já conhecidas.

Eu joguei tudo isso na dificuldade mais alta, chamada Survivalist. O jogo oferece outras duas dificuldades para quem prefere algo mais leve, mas mesmo assim, tudo está muito bem equilibrado para que seja divertido e acessível para todos, independentemente do seu nível de habilidade. Se você achar um desafio muito difícil, é possível revisitar masmorras anteriores para aumentar seu nível e melhorar suas habilidades.

A customização também é incrível! Passei tanto tempo ajustando minhas habilidades antes das batalhas quanto realmente jogando. A adição do Exploration Bot é fantástica, trazendo uma nova dinâmica que não consigo imaginar jogar sem. Embora algumas partes do jogo sejam repetitivas, a possibilidade de explorar diferentes combinações de equipamentos e estilos de jogo me faz querer voltar sempre.

Depois de completar estágios suficientes, você pode desbloquear o modo ‘Spicy’, que aumenta a dificuldade e a diversão ao rejogar fases, com novos desafios e recompensas. E se você é fã de desafios, existem muitas maneiras de se manter ocupado enquanto avança.

Outra coisa legal é que, mesmo sendo um jogo focado em um jogador, quase todos os níveis podem ser jogados em modo multiplayer. Isso significa que você pode avançar junto com amigos, e cada um pode escolher sua própria dificuldade. Além disso, você terá a companhia de um membro do Deep Cut pilotando um tanque que atira e oferece suporte, permitindo que você tenha vantagem sobre os Salmonids.

O visual do jogo está bem bonito no Switch 2. As gráficas são nítidas e a performance é bem estável, mantendo os 60fps. A música é espetacular, como sempre, e a história, embora não revolucionária, oferece um olhar mais profundo sobre os personagens.

O que mais me encanta, no entanto, são os pequenos detalhes. Os Salmonids mudam de aparência à medida que sobem de nível, e a música de vitória ao final de uma Raid varia dependendo do seu parceiro, refletindo os estilos individuais de cada membro do Deep Cut. Esses toques sutis realmente fazem a diferença e mostram o carinho que os desenvolvedores tiveram ao criar este game.