Arte da coleção Kingdom Hearts gera debate sobre uso de IA

Recentemente, os fãs de Kingdom Hearts ficaram animados com as novidades que surgiram durante o Nintendo Direct. A grande notícia é que Kingdom Hearts 4 será lançado simultaneamente no Switch 2 e em outras plataformas, embora ainda não tenha uma data definida. Além disso, versões nativas dos três primeiros jogos da série também estão a caminho, o que é um alívio, principalmente depois da decepção com as versões em nuvem que foram retiradas de venda. Todos estavam felizes com essas novidades, mas uma questão intrigante começou a circular na internet.

O burburinho começou quando a arte da coleção Kingdom Hearts [I~III] foi analisada mais de perto. Os fãs perceberam um detalhe curioso: o Pato Donald estava com quatro dedos na mão esquerda, em vez dos três habituais que aparecem na mão direita. Essa diferença despertou debates sobre a possível utilização de inteligência artificial para aprimorar e/ou escalar a arte criada por Tetsuya Nomura.

As discrepâncias nos dedos e outros detalhes estranhos são características que costumam aparecer em artes geradas por IA. Entretanto, a situação pode ser um pouco mais complexa do que parece. Comparando a arte que, aparentemente, não foi alterada com a versão usada na capa da coleção para o mercado americano, fica evidente que há diferenças nas posições dos personagens.

Alguns artistas e streamers, como Kahene, levantaram a hipótese de que os personagens da obra original de Nomura foram separados de sua composição original. Com isso, detalhes que antes estavam ocultos foram extrapolados com a ajuda de IA e reposicionados para a arte da capa voltada para o Ocidente. Ao que tudo indica, a capa não é totalmente gerada por IA; ela começou como uma verdadeira obra de arte de Nomura, que depois passou por modificações.

Kahene também apontou que essa versão original, sem alterações, está sendo utilizada nas cópias para PS5 e Switch 2 no Japão, sugerindo que a arte utilizada nos Estados Unidos pode ter seguido um caminho diferente. Essa teoria faz sentido, especialmente à luz das declarações anteriores da Square Enix sobre o uso de IA em diversas áreas, como controle de qualidade. Os fãs, portanto, estão em estado de alerta.

Se a IA realmente foi utilizada na produção da arte nos Estados Unidos, a falta de atenção a um erro tão evidente como o dedo a mais no Pato Donald parece um deslize preocupante, ainda mais considerando a importância da propriedade intelectual da Disney, a arte amada de Nomura e a dedicação dos fãs da série.