Capcom planeja usar IA generativa para criar cenários de games
A inteligência artificial (IA) generativa vem ganhando espaço em diversos estúdios de jogos, e a Capcom não ficou de fora dessa novidade. Em uma conversa recente com o Google Cloud Japan, o diretor técnico Kazuki Abe compartilhou que a empresa está explorando essa tecnologia para potencializar suas criações. Mas calma! Ela não está sendo usada diretamente no desenvolvimento dos jogos. Ao invés disso, a IA ajuda a organizar e estruturar as muitas ideias que surgem durante o processo criativo.
Imagina só: a Capcom possui “centenas de milhares” de ideias únicas para seus jogos! Com a ajuda da IA, eles conseguem dar uma organizada nesse mar de sugestões. Isso facilita o trabalho da equipe e permite que eles se concentrem em desenvolver jogos incríveis. O objetivo é acelerar processos e aumentar a eficiência na produção.
Como a IA ajuda na criação de jogos?
Um exemplo prático que Abe trouxe foi o de inserir um televisor em um jogo. Em vez de usar um modelo existente no mercado, a IA generativa pode ajudar a criar um design original que se encaixe perfeitamente no universo do jogo. Isso vale para muitos outros objetos também! Assim, a tecnologia não só economiza tempo, mas também enriquece a experiência do jogador, trazendo algo realmente novo.
O diretor técnico explicou que esses pequenos processos criativos, embora pareçam simples, consomem bastante tempo das equipes de desenvolvimento. Ele se alinha com o que outros estúdios têm dito: a IA generativa é uma ferramenta que promete otimizar a criação, permitindo que os desenvolvedores se dediquem a outras partes do trabalho.
Ferramentas em uso
Atualmente, a Capcom está testando modelos como Gemini Pro, Gemini Flash e Imagen. Esses sistemas são alimentados com textos, imagens de referência e dados dos jogos que estão em desenvolvimento. O mais interessante é que a tecnologia é tão avançada que consegue filtrar os conteúdos gerados, eliminando aqueles considerados de baixa qualidade. Assim, a equipe consegue focar no que realmente importa.
No entanto, nem tudo são flores. Apesar de a tecnologia estar sendo bem recebida internamente e ser considerada um protótipo promissor, há quem se oponha ao seu uso. O tradutor Thomas James, por exemplo, mencionou que muitos colaboradores da Capcom não estão muito felizes com essa iniciativa, sentindo que ela parte mais da gerência do que das equipes criativas.
E, mesmo com as críticas, a Capcom não pretende abandonar a inteligência artificial. A tecnologia é uma ferramenta em evolução e, ao que tudo indica, ainda vai dar muito o que falar no mundo dos games.
