Carmageddon: rogue shift é analisado para o Switch 2
Lá se vão mais de 25 anos desde que Carmageddon chegou às nossas telas, e quem jogou na época pode até estar pensando em como o tempo voa. Agora, com o lançamento de Carmageddon: Rogue Shift, a nostalgia bate forte, trazendo de volta aquele clima de destruição em alta velocidade, mas com algumas novidades que prometem prender a atenção de uma nova geração.
O jogo original, lançado em 1997, ficou famoso por sua jogabilidade polêmica e por permitir que os jogadores acumulassem pontos ao atropelar pedestres. Isso gerou bastante controvérsia, resultando em proibições em alguns países e censura em outros, mas não impediu que se tornasse um grande sucesso. Agora, a desenvolvedora 34BigThings revive a franquia, adicionando um toque de roguelite que dá uma nova cara às corridas.
Um Novo Mundo de Caos
Em Carmageddon: Rogue Shift, as pistas estão repletas de zumbis e mutantes, criando um cenário pós-apocalíptico onde a destruição é a regra do jogo. Inspirado por clássicos como Mad Max e Death Race 2000, o jogo captura a essência de um mundo em ruínas, onde a adrenalina e a violência são a forma de liberar a tensão do dia a dia.
Esse não é um jogo de corrida tradicional. Em vez disso, o foco está na ação frenética de um demolidor, onde você atira em outros veículos enquanto desvia de obstáculos insanos, como bolas de demolição e tentáculos gigantes. A jogabilidade é bem dinâmica, e, embora o controle possa ser desafiador, principalmente em curvas, conseguir completar uma volta perfeita é uma sensação incrível.
Destruição e Estratégia
Diferente de outros jogos de corrida, onde você pode coletar armas durante a corrida, aqui cada carro vem com um armamento fixo. Desde metralhadoras a lasers, cada veículo tem seu próprio estilo de combate, e a habilidade de arremessar adversários contra barreiras adiciona uma camada extra de diversão. Ver os oponentes explodirem em câmera lenta nunca perde a graça.
Embora a ação seja intensa e divertida, o jogo pode parecer repetitivo com o tempo. É aí que entram os elementos roguelite. Você começa uma nova partida e enfrenta uma série de eventos gerados aleatoriamente, com desafios variados que vão desde corridas simples até combates intensos. A cada derrota, você volta ao início, mas ganha uma moeda chamada beatcoin, que pode ser usada para desbloquear novos carros e equipamentos na próxima corrida.
Repetição e Jogo Solo
O sistema de desbloqueio incentiva a rejogabilidade, mas, mesmo assim, pode ser difícil manter o interesse por muito tempo. A falta de um modo multiplayer é um ponto que pesa, já que esse estilo de jogo é perfeito para se divertir com amigos, seja localmente ou online. Não poder arremessar um amigo em direção a um bando de mutantes explosivos é uma oportunidade perdida.
Desempenho e Gráficos
Por outro lado, o jogo apresenta um desempenho sólido, com gráficos que se mantêm estáveis mesmo em momentos caóticos. A experiência em modo portátil é surpreendentemente boa, com cores vibrantes e um visual que lembra a estética de Cyberpunk 2077. Alguns jogadores relataram um leve atraso nos controles em modo dock, mas isso não atrapalha a diversão geral.
Uma Retorno Explosivo
Carmageddon: Rogue Shift é uma volta triunfante de uma franquia que já tem 30 anos. É um reboot que consegue agradar tanto os fãs de longa data quanto os novos jogadores, especialmente com sua trilha sonora de metal pesado que combina perfeitamente com a ação. Contudo, a ausência de mais conteúdo e de um modo multiplayer deixa um gostinho de “quero mais”. No final das contas, o jogo arranca risadas e adrenalina, mas poderia ter ido além.
