CEO da Epic critica bloqueio do X após montagens com menores

O final de 2025 e o início de 2026 trouxeram à tona uma polêmica em torno do Grok, a inteligência artificial que gera imagens a partir de fotos compartilhadas no X, o que antes era conhecido como Twitter. A situação ficou ainda mais complicada quando surgiram relatos de que algumas dessas imagens continham Material de Abuso Sexual Infantil (CSAM). Isso levantou um clamor por um possível banimento da plataforma, mas para Tim Sweeney, CEO da Epic Games, essa é apenas uma tentativa de cercear a liberdade de expressão.

Sweeney se manifestou em sua conta pessoal, criticando a pressão de senadores dos Estados Unidos para que o aplicativo fosse removido da App Store e do Google Play. Para ele, essa situação é um exemplo do que chamou de “pedidos incessantes de gatekeepers para censurar seus oponentes políticos”. Ele acredita que as plataformas precisam ser abertas para que possam resistir a esse tipo de pressão.

Ele argumentou que todas as inteligências artificiais podem, em algum momento, gerar conteúdos inesperados ou não programados, mas as empresas estão se esforçando para corrigir essas falhas rapidamente. Sweeney afirmou que políticos que pedem a remoção seletiva de conteúdos de seus adversários políticos estão praticando um tipo de “capitalismo de compadrio”. Com isso, ele deixou claro que não vê o problema com a mesma seriedade que muitos críticos.

As declarações de Sweeney não passaram despercebidas. Ele enfrentou uma onda de críticas, especialmente porque Elon Musk, proprietário do X, minimizou o problema e até compartilhou algumas das montagens geradas pelo Grok. Além disso, muitos usuários ainda conseguem encontrar conteúdos impróprios na plataforma, o que levanta questões sobre a responsabilidade da empresa.

O CEO da Epic Games elogiou a decisão do governo canadense de não tentar bloquear o acesso à rede social. Ele parece estar firme em sua posição de que conteúdos ofensivos não justificam uma censura ampla. “A última coisa que qualquer cidadão em uma nação livre deve tolerar é a tentativa de líderes políticos de bloquear plataformas de liberdade de expressão”, afirmou.

Por outro lado, críticos como Patrick Kepek, do site Remap, argumentam que a saída da IA de suas limitações não deve ser confundida com a permissão ativa de conteúdos nocivos. Kepek enfatizou que as prioridades de Sweeney, à frente de uma empresa que desenvolve jogos voltados para o público jovem, parecem estar totalmente desalinhadas com as preocupações sociais atuais.

Desde que as denúncias surgiram, a única ação significativa do X foi restringir o acesso a algumas ferramentas de edição de imagem do Grok. Agora, apenas assinantes têm permissão para gerar conteúdos que possam ser considerados CSAM, o que gerou críticas de que a plataforma está se aproveitando para lucrar com esta questão séria.

Enquanto isso, Sweeney continua a se manifestar sobre o tema, reiterando que não apoia qualquer forma de banimento ou bloqueio do X. Ele reafirma a importância da liberdade de expressão, mesmo diante de um cenário tão complicado.