Jeff Minter fala sobre jogos de golpe, Switch 2 e ‘Eu, Robô’
Jeff Minter, o fundador da Llamasoft, sempre teve uma paixão por reviver jogos clássicos, e sua mais recente aventura é a atualização de “I, Robot”, um título que marcou época. Minter conta que, ao explorar o catálogo da Atari, ele prefere focar em jogos menos conhecidos. Para ele, os grandes sucessos já têm suas histórias contadas e opiniões formadas, o que limita a liberdade criativa. Já os títulos obscuros muitas vezes trazem ideias interessantes que merecem uma segunda chance no cenário atual.
Ele mesmo se lembra de como se divertiu jogando “I, Robot” em sua adolescência, especialmente porque um amigo tinha a máquina de arcade em casa. A tecnologia inovadora da época ficou gravada na memória dele. Uma das características que mais o encantou foi o modo de gráficos 3D, algo inédito que o inspirou a explorar a criação de jogos de uma forma diferente, o que resultou em sua própria versão chamada “The Ungame”.
### Atualizações na nova versão de I, Robot
A nova versão de “I, Robot” mantém a essência do original, mas Minter fez algumas adaptações. Ele explica que, enquanto um jogo de arcade precisa ser rápido e fazer o jogador inserir mais moedas, o desafio é criar uma experiência mais relaxante para quem joga em casa. Ele se esforçou para que tanto os fãs do clássico quanto os novos jogadores se divirtam. Agora, o icônico olho que observa o jogador também ataca, o que adiciona um novo nível de desafio.
Além disso, a velocidade do jogo foi ajustada para torná-lo mais dinâmico. Uma das novidades é o Arena Mode, onde o jogador enfrenta inimigos de todos os lados, mas com um poder de fogo ampliado. Minter espera que essa mistura de nostalgia e inovação agrade aos fãs.
### Desafios no desenvolvimento
Desenvolver um novo jogo nunca é uma tarefa fácil, e Minter admite que todo projeto é um mergulho no desconhecido. Ele costuma construir os jogos de maneira intuitiva, e às vezes leva tempo até que a mecânica funcione perfeitamente. Esse processo pode ser angustiante, mas ele confia na sua intuição e na experiência adquirida ao longo dos anos.
Em termos técnicos, “I, Robot” não é um jogo muito exigente, então a parte técnica foi tranquila, especialmente no Nintendo Switch, que se mostrou uma plataforma eficiente.
### O suporte da Atari
Minter fala sobre a liberdade criativa que tem ao trabalhar com a Atari. Em geral, a equipe da Atari permite que ele siga sua visão, e o feedback deles é mais uma troca amigável do que uma imposição. Essa confiança facilita seu trabalho, pois ele pode focar no que faz de melhor sem se preocupar com as partes que não domina, como marketing.
### Olhando para o futuro
Quando questionado sobre outros jogos do catálogo da Atari que gostaria de reviver, Minter revela que já teve reuniões sobre possíveis novos projetos. Ele teve a sorte de escolher títulos que a Atari também estava considerando, o que mostra uma sintonia entre ele e a empresa.
Ele também reflete sobre a situação atual da indústria de jogos, comentando como é difícil para estúdios independentes se destacarem em meio a tantas opções no mercado. Para ele, o foco deve ser em criar jogos que tenham valor artístico, e não apenas em gerar lucro. Minter se sente grato por poder trabalhar em projetos que realmente o apaixonam.
### Expectativa pelo Switch 2
Minter e sua equipe estão animados com a possibilidade do próximo console da Nintendo. Embora ainda não tenham acesso a um kit de desenvolvimento, eles já estão ansiosos para explorar as novas possibilidades que essa plataforma pode trazer. Trabalhar em hardware mais potente sempre representa uma nova oportunidade de criar algo incrível.
O lançamento de “I, Robot” está marcado para 17 de abril de 2025, e a expectativa só aumenta.
