Krafton é derrotada em processo sobre Subnautica 2 com ChatGPT
A Krafton, conhecida por seu trabalho no universo de Subnautica 2, está passando por uma reviravolta e tanto. Recentemente, a empresa se viu em apuros em um processo judicial que envolveu decisões questionáveis de sua liderança, que optou por usar o ChatGPT como uma espécie de “consultor legal”. O caso foi movido por Edward Gill, um dos fundadores do estúdio Unknown Worlds, que criou o jogo original e sua sequência.
Gill alega que a Krafton atrasou intencionalmente o lançamento do Acesso Antecipado de Subnautica 2 para evitar um pagamento de US$ 250 milhões que estava previsto em contrato. Essa situação se desenrolou em tribunal, e as evidências apresentadas acabaram favorecendo Gill, que agora foi reintegrado como CEO da Unknown Worlds. Isso significa que ele retomará o controle das operações do jogo, incluindo sua página no Steam. Além disso, os prazos de teste do game foram estendidos até 15 de março de 2027, o que pode impactar bastante a trajetória do título.
Uma mudança de direção
A decisão dos tribunais não apenas devolveu Gill ao comando, mas também reconheceu que sua volta pode criar tensões significativas dentro da empresa. Contudo, isso não elimina a quebra de contrato que ocorreu por parte da Krafton, nem o acordo que obriga a publicadora a pagar o bônus milionário. A corte deixou claro que a Krafton “pode — e deve — agir de boa-fé” em relação ao restante do relacionamento contratual.
Com a situação se desenrolando, a expectativa é que isso traga mudanças drásticas para Subnautica 2, possivelmente antecipando sua estreia no Acesso Antecipado do Steam, que ainda não tem data definida. É um momento de incerteza, mas também de novas possibilidades para o título.
O que vem por aí?
Gill comentou que a Krafton, ao perceber que poderia ter que desembolsar uma quantia tão alta, recorreu ao ChatGPT em uma tentativa de se desvincular desse compromisso financeiro, tentando afastar não apenas ele, mas também outros cofundadores e principais criadores do jogo. O juiz responsável pelo caso ficou impressionado com as estratégias utilizadas pela Krafton e considerou que a empresa se aproveitou de artifícios ilegais para tentar escapar de suas obrigações.
Em um comunicado à PC Gamer, a Krafton expressou sua insatisfação com o resultado e mencionou que está avaliando suas opções. A companhia ressaltou que a batalha legal ainda não chegou ao fim, já que os ex-executivos da Unknown Worlds continuam buscando compensações financeiras devido aos problemas enfrentados.
Esse cenário está longe de ser resolvido, mas certamente promete agitar o mundo dos jogos e deixar todos de olho no que acontecerá a seguir.
