Layers of Fear: análise da edição final para Switch 2
Os donos de Switch já conhecem Layers of Fear: Legacy e sua sequência, mas a equipe da Bloober está de volta com um novo port para o Switch 2. Usando a Unreal Engine 5, o Layers of Fear: The Final Masterpiece Edition traz visuais impressionantes, mas não se trata de uma sequência ou um remake. É, na verdade, a visão definitiva da série até agora, juntando os dois títulos em uma experiência aprimorada.
O resultado, no entanto, é um pouco misto. Embora seja uma novidade para o Switch 2, o jogo foi lançado em outras plataformas em 2023, antes de a desenvolvedora dar um grande passo à frente com Silent Hill 2 e Cronos: The New Dawn. O que temos aqui é uma representação do que eu chamaria de “velho” Bloober, que foca em eventos lineares e roteirizados, com pouca interação do jogador. Há um espaço para esse tipo de jogo, mas Layers of Fear se assemelha a um passeio em uma casa assombrada. Muitas coisas acontecem ao seu redor e tudo é muito bonito, mas raramente algo realmente acontece com você. Essa ausência de conexão gera uma sensação de distanciamento em relação aos sustos frequentes, que aparecem de forma tão rápida que fica difícil absorver a atmosfera.
O jogo traz três histórias principais: O Pintor, do jogo original; O Ator, da sequência; e O Escritor, que é uma nova narrativa que conecta tudo. Os DLCs, tanto antigos quanto novos, estão disponíveis através da história do Escritor, tornando essa uma recontagem completa da série. Cada história conta com atuações de voz incríveis, embora eu ache que isso acaba sendo um pouco excessivo. Quase todas as notas encontradas no ambiente (e são muitas) têm um narrador invisível, o que pode ser um pouco demais – mas felizmente, você pode optar por silenciar essa parte.
A jogabilidade consiste em explorar ambientes detalhados para coletar documentos, cartas e objetos que ajudam a esclarecer a narrativa principal. Sons misteriosos cortam o silêncio, móveis se movem sozinhos e corredores que parecem normais à primeira vista mudam de direção quando você dá uma segunda olhada. Isso é bem legal nas primeiras horas, mas a novidade acaba se desgastando. Para complicar um pouco, navegar pelo mundo pode ser mais difícil do que deveria. Para abrir portas, você precisa segurar o botão ‘ZR’ e puxar o controle direito para frente ou para trás. Isso funciona bem na maioria das vezes, mas há momentos em que simplesmente não responde como deveria, obrigando você a parar e recalibrar o que suas mãos estão fazendo. Os controles opcionais de mouse ajudam um pouco e são agradáveis na maior parte do tempo.
E que jogo bonito! A iluminação é especialmente impressionante, e ele roda bem no Switch 2, tentando manter 60fps quando conectado, embora os 30fps e o desfoque de movimento excessivo possam parecer um pouco estranhos em modo portátil. Se você ainda não teve a chance de jogar o original de 2016 ou sua sequência direta, esta é a melhor forma de viver essa experiência. No entanto, se você busca algo realmente sólido no gênero de terror, Cronos pode ser uma escolha mais interessante.
