Minha filha me fez perceber que as dificuldades de Mario Wonder precisam de ajustes
Quando se torna pai ou mãe, a vida se transforma em uma montanha-russa de novas experiências. De repente, surgem questões que você nunca imaginou que teria que enfrentar, como: “Será que temos fraldas suficientes?” ou “Poxa, ela perdeu o banheiro de novo.” E claro, não podemos esquecer das brigas sobre brinquedos: “Não, você não pode sentar aí, papai, porque o meu brinquedo da Peppa Pig está ali!” Embora muitos desses desafios não sejam realmente problemas, eles fazem parte das pequenas aventuras e alegrias da paternidade.
Recentemente, me deparei com um dilema ao tentar jogar Super Mario Bros. Wonder com minha filha, que ficou apaixonada pela Princesa Peach depois de assistir ao filme. Antes de ser pai, eu nunca tinha pensado em baixar a dificuldade de um jogo. Sempre que jogava, queria o desafio máximo, como em Halo no modo Legendary ou Bayonetta no Clímax. Mas agora, ao ver minha filha querendo jogar, percebi que precisava adaptar minha abordagem.
Ela, com apenas três anos, estava empolgada para jogar como sua personagem favorita. Mas, para minha surpresa, Super Mario Bros. Wonder tem algumas limitações. Para que o jogo fosse mais fácil, só poderia escolher personagens como Nabbit ou um dos quatro Yoshis, que oferecem vantagens como invencibilidade. Então, enquanto tentava explicar isso para minha filha, sabia que a conversa não seria fácil.
“Se você escolher um desses personagens, o jogo será mais fácil e você vai se divertir mais”, eu disse. E a resposta foi imediata: “Eu quero ser a Princesa Peach!” Tentei argumentar, mas quem já lidou com uma criança nessa idade sabe como é difícil mudar a opinião delas. No final, acabamos jogando com a Peach, sem as vantagens dos outros personagens. O início da aventura, no Reino das Flores, foi tranquilo, mas logo as coisas complicaram.
É frustrante pensar que a Nintendo, ao criar um jogo voltado para crianças, não disponibilizou opções de dificuldade para a maioria dos personagens jogáveis. Quem quer jogar com Nabbit quando você pode escolher Mario, Luigi ou a própria Princesa Peach? E, sim, o sistema de Insígnias do jogo poderia ajudar em algumas situações, mas isso não substitui verdadeiramente opções de dificuldade.
No fim, minha filha acabou desistindo e voltou a brincar com seu boneco da Peach. Ela não chegou muito longe no jogo, e isso me deixou pensando. Jogos como Celeste mostram que, mesmo os desafios mais difíceis, podem ser acessíveis se houver as opções certas. Com um modo de invencibilidade e energia ilimitada, tenho certeza de que ela poderia se divertir muito mais com Celeste do que com Mario Wonder.
Acho que a Nintendo precisa repensar sua abordagem. Eles já avançaram em algumas questões de acessibilidade e dificuldade, mas ainda têm um longo caminho pela frente. É fundamental que um jogo tão icônico quanto Mario ofereça opções que atendam a todos os tipos de jogadores. Afinal, forçar as crianças a escolherem personagens menos populares para uma experiência mais simples não parece ser a melhor solução.
