Pokémon Pokopia surpreende e garante sorrisos aos fãs

Logo no início da minha experiência com Pokémon Pokopia, tive um momento de reflexão e pensei: “Nossa, isso me pegou!”. Para ser sincero, já não estava tão animado com os jogos de Pokémon há algum tempo, e os trailers iniciais de Pokopia não me deixaram muito esperançoso. No entanto, depois de passar 90 minutos jogando tanto no modo solo quanto no multiplayer, fiquei convencido: Pokopia, desenvolvido pela Koei Tecmo, promete consumir meu tempo de forma divertida. E se o jogo receber um bom suporte com conteúdo pós-lançamento, como itens legais ou eventos que cruzem com outras franquias da Nintendo, pode ser um verdadeiro sucesso.

Se eu dissesse que Pokopia é como Animal Crossing com Pokémon, não estaria sendo totalmente preciso. As semelhanças estão lá, com a música, os diálogos e as animações adoráveis, mas a jogabilidade mistura elementos de Dragon Quest Builders e, curiosamente, Viva Piñata – um clássico subestimado. E claro, tem um toque de Animal Crossing também.

Criando seu personagem e o mundo

Você começa criando seu personagem, que é um Ditto assumindo a forma de um humano. A personalização inclui cor da pele, penteado e roupas. Embora as opções não sejam muitas, elas são suficientes para dar um bom início. Depois de criar seu personagem, você encontra o Professor Tangrowth, o único Pokémon em um mundo abandonado. Ele te encarrega de trazer vida de volta ao ambiente, e para isso, você precisará de muitos Pokémon.

Logo, um Squirtle aparece e, após um bate-papo (sim, todos os Pokémon falam aqui!), seu personagem Ditto consegue imitar a habilidade Water Gun do Squirtle. Isso permite revitalizar o solo e fazer com que plantas e árvores voltem a crescer. Assim que você recupera uma área significativa de grama, um Bulbasaur aparece e te dá a habilidade Leafage, que permite plantar grama instantaneamente e criar habitats únicos para mais Pokémon.

O foco em criar habitats

A proposta de Pokopia é diferente: você não captura Pokémon, mas sim cria o ambiente ideal para atraí-los. Os primeiros Pokémon, como Bulbasaur e Charmander, precisam apenas de um pouco de grama, mas as exigências ficam mais complexas com o tempo. O truque é ficar de olho em uma animação brilhante no chão. Ao interagir com isso, você descobre o tipo de habitat necessário para revelar novos Pokémon. Por exemplo, o Scyther, que ensina você a usar a habilidade Cut, precisa de grama sob uma árvore, enquanto o Hitmonchan aparece quando você coloca um saco de pancadas ao lado de um banco de madeira.

O que joguei foi só o começo do jogo, mas já estou curioso para ver como será o equilíbrio entre a liberdade do jogador e a criação de habitats específicos. Até agora, a ênfase na criatividade é muito positiva. Criar habitats é apenas o primeiro passo; você também precisa garantir que os Pokémon estejam confortáveis em suas novas casas. E aí entra a parte de crafting.

Crafting e customização

Coletando materiais como pedras, madeira e folhas, você pode começar a criar novos itens. Pode ser uma cama de palha para o Bulbasaur, um banco para relaxar e admirar seu trabalho, ou até lâmpadas de rua. O trecho que joguei era apenas o começo, então ainda não consegui ver todos os itens que você pode criar mais adiante, mas espero que chegue a um nível de customização que rivalize com Animal Crossing: New Horizons.

Fazer pequenas tarefas para melhorar o ambiente dos Pokémon me lembrou dos tempos em que jogava Viva Piñata no meu Xbox 360, tentando fazer os animais dançarem. Aqui, as danças não aparecem, mas a sensação é bem parecida.

A introdução de Pokopia é tranquila e super divertida. A cada nova dica, eu sentia que estava fazendo progresso de verdade. Ao contrário de algumas edições anteriores da série, que muitas vezes se arrastam nas explicações, aqui você aprende o básico e logo pode seguir seu caminho. É uma delícia!

Modo multiplayer e desafios

Depois de explorar a parte solo, joguei uma sessão de três jogadores via LAN. Fomos levados a uma área maior, dividida em duas ilhas. Nosso objetivo era reconstruir um Centro Pokémon, o que exigia materiais de crafting e Pokémon específicos, como Dragonite, Lapras e Espeon.

Coletar folhas e madeira foi tranquilo. Nos organizamos e conseguimos tudo em minutos. Mas reunir os Pokémon necessários foi um desafio. Alguns estavam em outra ilha, e não podíamos simplesmente atravessar a água. Tivemos que destruir blocos do ambiente, coletar os materiais resultantes e construir pontes. Essa solução não foi explicitamente indicada, mas nós conseguimos descobrir, o que trouxe uma satisfação muito boa.

Para os Pokémon desconhecidos, assim como no modo solo, habitats específicos eram necessários. Essas exigências eram mais complexas, exigindo que explorássemos as ilhas em busca de itens específicos. No final, não conseguimos terminar de reconstruir o Centro Pokémon antes do tempo acabar, o que é um bom sinal de que Pokopia pode oferecer desafios.

Uma experiência surpreendente

No fim das contas, fui para Pokopia com expectativas bem baixas, mas o jogo me surpreendeu bastante. Ele é recheado de charme e personalidade, e sinto que vai agradar quem está decepcionado por não termos um novo Animal Crossing tão cedo. Essa experiência parece exatamente o que eu precisava para me reconectar com Pokémon, e mal posso esperar para me aprofundar no jogo completo. Pokémon Pokopia será lançado no dia 5 de março.