Pragmata pode ser a maior surpresa de 2026
Eu confesso que não esperava me apaixonar tanto por Pragmata como aconteceu. Nos primeiros trailers, a proposta parecia interessante, mas, em termos de jogabilidade, achei tudo meio sem graça. Talvez o tempo de desenvolvimento mais longo que a Capcom está levando para lançar o jogo tenha contribuído para isso — ele foi anunciado em 2020 e, por um tempo, ficou lá embaixo na minha lista de desejos. Mas agora, após 40 minutos jogando Pragmata no Switch 2, posso dizer que estava completamente enganado. Estou ansioso por mais!
O jogo se passa em uma estação espacial futurista e a demo apresenta os conceitos básicos, com algumas batalhas e quebra-cabeças leves, culminando em uma batalha de chefe que é desafiadora e cinematográfica. Os protagonistas, Hugh e sua parceira android Diana, precisam unir forças para derrotar os inimigos. Hugh se concentra em usar armas de longo alcance, enquanto Diana oferece suporte com uma mecânica de hacking única que acontece em tempo real.
Uma das coisas que mais gostei foi da relação entre Hugh e Diana. Muitas vezes, jogos tentam retratar uma dinâmica de pai e filha de maneira trágica, mas Hugh é leve e divertido. Em um momento da demo, ele ensina Diana a fazer um “high five” depois de vencer o chefe. É uma interação adorável que traz uma nova perspectiva a essa relação.
Em termos de jogabilidade, Pragmata se assemelha a um shooter em terceira pessoa comum. Você controla Hugh enquanto navega pelo ambiente, pulando em ledges e esquivando-se de ataques, enquanto vai diminuindo a saúde dos inimigos com uma pistola básica. É possível pegar armas mais potentes durante o jogo, mas elas costumam ter munição limitada, o que leva a uma mistura interessante de armas.
O hacking é o que realmente traz vida ao jogo. Quando você mira nos inimigos, um minigame em tempo real começa, onde você navega por uma grade 4×4 com o analógico direito. O objetivo é encontrar um quadrado verde que indica conclusão, enquanto outros quadrados oferecem bônus. Algumas dessas opções podem te fazer perder o progresso, então a agilidade é fundamental. Essa dinâmica cria uma experiência de jogo muito satisfatória, mas também pode se tornar repetitiva se não houver mais variações.
Além da ação, há também quebra-cabeças leves que exploram as habilidades de hacking da Diana. Esses desafios geralmente envolvem ativar nós no ambiente para abrir portas ou acionar elevadores. Embora sejam simples, são rápidos e intuitivos, mantendo o ritmo do jogo.
Sobre o desempenho no Switch 2, a experiência foi melhor do que eu esperava. O jogo estava disponível apenas em modo acoplado, rodando a 30fps, mas foi estável durante meu tempo de jogo. Comparado com o PS5, algumas texturas estavam um pouco borradas e a resolução não era perfeita, mas o visual ainda é bonito, com uma iluminação impressionante e um estilo artístico forte.
Muitos estão de olho em Resident Evil Requiem para este ano, mas Pragmata tem tudo para se tornar algo realmente especial até seu lançamento em 24 de abril de 2026. Ao contrário de outros projetos da Capcom, parece que estão se esforçando para criar uma nova grande IP. Embora ainda tenha muito a provar — como o enredo, que não foi bem explorado na demo — a jogabilidade já me deixou bem empolgado, subindo para o topo da minha lista de desejos.
