Publicadora indie denuncia uso de personagens em anúncios do TikTok
Recentemente, a publicadora independente Fiji, conhecida por jogos como Tunic e Night in the Woods, levantou uma questão séria sobre o uso de seus personagens em propagandas no TikTok. A empresa alega que a plataforma de mídia social está utilizando inteligência artificial generativa para criar caricaturas e representações ofensivas de seus protagonistas. Para a Fiji, isso é inaceitável, especialmente porque a empresa utiliza os sistemas de publicidade do TikTok apenas com conteúdos que são aprovados por sua equipe.
A situação é preocupante, pois os algoritmos do TikTok parecem estar gerando anúncios que não têm relação com a proposta original da Fiji. A publicadora pediu aos usuários que, caso vejam anúncios que pareçam estranhos ou fora do padrão da marca, enviem capturas de tela. Essa iniciativa visa reunir mais provas sobre o que está acontecendo.
Em resposta, o TikTok se defendeu afirmando que não há nada de irregular em suas práticas. Em um primeiro contato, a empresa declarou que não encontrou indícios de que estejam utilizando imagens geradas por IA. Mesmo diante das evidências apresentadas pela Fiji, essa postura se manteve. O TikTok mencionou que está “ajudando anunciantes” a alcançarem melhores resultados com menos esforço, mas não explicou como isso se relaciona com os conteúdos considerados racistas ou estereotipados.
A Fiji, por sua vez, expressou surpresa ao descobrir que o TikTok poderia operar sem o consentimento de seus parceiros. Em entrevista, a desenvolvedora destacou a falta de organização do suporte da rede social ao lidar com dúvidas e críticas. Eles relataram que é desconcertante notar a ausência de bom senso e senso comercial na forma como as questões são tratadas.
Além disso, a Fiji não tem controle sobre como o TikTok utiliza seu material, o que torna a situação ainda mais delicada. Muitas vezes, eles só ficam sabendo dos anúncios problemáticos através de denúncias de usuários, que, ao se depararem com essas propagandas, podem até desistir de comprar seus jogos. Essa falta de supervisão e controle é um desafio significativo para empresas menores que buscam proteger sua imagem e seus produtos.
