Stop Killing Games é enviado à Comissão Europeia com 1,3 milhões de assinaturas

A iniciativa Stop Killing Games alcançou a impressionante marca de 1.294.188 assinaturas validadas. Não demorou muito para a Comissão Europeia confirmar que recebeu essa solicitação e que irá avaliar o pedido. Esse é um passo importante para estabelecer regras que impeçam o desligamento permanente de jogos nos países da União Europeia. Vale lembrar que a Stop Killing Games também é conhecida como Stop Destroying Games, e os dois nomes se referem à mesma causa.

Esse movimento se encaixa no regulamento da Iniciativa Cidadã Europeia (ECI), que obriga a Comissão Europeia a analisar as requisições populares quando um número específico de assinaturas é alcançado em diferentes países do bloco. No caso da Stop Killing Games, esses marcos foram atingidos em 24 nações. Com isso, a iniciativa entra para a história como a 14ª vez que uma ECI é qualificada para avaliação pela Comissão Europeia.

Entretanto, a luta ainda está longe de acabar. Para que as propostas do Stop Destroying Games se tornem realidade, há um longo caminho pela frente. Segundo as autoridades, “a Comissão tem até 27 de julho de 2026 para apresentar uma resposta oficial, explicando quais ações pretende tomar, se houver”. Isso significa que a Comissão Europeia pode decidir não avançar com as propostas, mas os organizadores e apoiadores da Stop Killing Games continuam na batalha e poderão fazer campanha pela iniciativa.

Nos próximos dias, a Comissão se reunirá com os organizadores para discutir todos os detalhes do projeto. Uma audiência pública também será realizada pelo Parlamento Europeu para ouvir as demandas da população.

O que se busca com a Stop Destroying Games? A ideia não é que as produtoras sustentem servidores de jogos para sempre, mas sim estabelecer regras que exijam que as empresas disponibilizem atualizações para permitir que um jogo funcione offline depois que o suporte oficial acabar. Além disso, o movimento quer garantir que os jogos não sejam removidos das contas dos usuários.

É importante notar que essa luta não será fácil. A Video Games Europe (VGE), que representa grandes produtoras de games, já se manifestou contra a ECI em julho de 2025. Gigantes como Sony, Microsoft e Nintendo fazem parte dessa organização, e agora a disputa será entre as pressões das empresas e a luta dos signatários da Stop Killing Games.

Essa é uma questão que vai além dos jogos; trata-se de direitos dos consumidores e da preservação de experiências que fazem parte da nossa cultura digital.