Terminei Ring Fit Adventure e pode ser o melhor da Nintendo

A música que toca durante os momentos de descanso é uma delícia, e a voz suave da narradora, que guia todo o processo, traz um toque especial. Quando chego na pose de vitória, o som dos instrumentos de metal me faz sentir como se estivesse “Caminhando sobre o Sol”. E a trilha sonora do nível de inverno é simplesmente incrível! Mas o que realmente me emociona é a sequência de acordes nas batalhas contra o chefe Drageux. É épico e contagiante, me fazendo sentir aquela energia extra nas pernas e na postura.

Os gatos, por sua vez, não estão nem aí para o Ring Fit. Eles são ótimos em desviar das minhas pernas que se contorcem durante os exercícios. Mas, como eu esperava que eles pulassem pelo aro com uma graça despretensiosa, isso não aconteceu.

A interface do jogo é um verdadeiro encanto. No quinto dia de jogo, relaxado no sofá e cuidando das minhas habilidades, percebi o quanto era fácil navegar pelos menus. Cada clique trazia um som harmônico que transformava o menu em uma espécie de remix improvisado. A maneira literal como o caixa do jogo é usada como ícone da aventura principal dá uma sensação acolhedora e amigável. A interface é tão motivadora quanto um personal trainer, e a vibração leve dos menus é como uma brisa de verão na Califórnia.

E falando em sensações agradáveis, o feedback tátil do HD rumble merece uma menção especial. Senti a confirmação das minhas ações através dos Joy-Cons, como se estivesse descobrindo áreas densas de ar com uma faca sutil. Pode parecer exagero, mas é um dos melhores usos de feedback tátil que já encontrei nos games.

Quando vou à academia, sempre penso em fazer alguns exercícios de mobilidade, mas acabo não fazendo. Meu irmão, por exemplo, consegue fazer agachamentos como uma criança construindo um castelo de areia. Mas, com o Ring Fit, sou forçado a ficar em pé como uma árvore para desviar de insetos voadores. Isso pode não ser uma habilidade transferível, mas o jogo me desafia a me esforçar de verdade.

Os minijogos são pura diversão! Eles lembram os melhores momentos de Super Monkey Ball ou Super Mario 64 DS. Robo-Wrecker, por exemplo, é um incrível jogo de “bate-mole”. Há uma generosidade nostálgica nesses minijogos, como se estivéssemos de volta a uma época em que os updates e patches não eram uma preocupação.

E a quantidade de conteúdo é surpreendente. Após cerca de 40 horas, eu tinha explorado 14 mundos, mas ao descobrir que havia 23, fiquei impressionado e um pouco apreensivo. Meu plano de enfrentar tudo no nível 30 não estava funcionando. Assim, diminui o nível para 1 e consegui mais conforto nas batalhas. A sensação de estratégia ao escolher repetir níveis para coletar ingredientes raros para smoothies que aumentam a experiência foi uma nova camada de diversão.

Por fim, jogar Ring Fit tem sido uma despedida adorável para o Switch 1 e para o ano. Será que teremos um Ring Fit 2? Espero que sim, mas não estou tão certo. Tive que pegar meu Switch original novamente para carregar os Joy-Cons, e a qualidade 1080p da tela me surpreendeu. Não sei se vou usar meu Switch 1 para mais alguma coisa, já que o Switch 2 faz quase tudo melhor. Mas, pelo menos, agora posso aproveitar o Ring Fit com esses antigos Joy-Cons. O que mais posso fazer com a desculpa certa? Vamos lá, 2026!