Análise de pragmata para Switch 2 no Nintendo Life
A chegada de um novo título da Capcom sempre gera uma expectativa grande entre os fãs, não é mesmo? E quando se trata de um novo IP lançado simultaneamente em um console da Nintendo, a celebração é ainda maior. “Pragmata” se junta a “Resident Evil Requiem” na lista de grandes jogos que estão arrasando no Switch 2. Desde seu anúncio em 2020, o jogo vem ganhando cada vez mais destaque, e a demo lançada na eShop em fevereiro mostrou um interessante mix de ação em terceira pessoa com quebra-cabeças, tudo isso em uma estética de ficção científica deslumbrante.
O cenário da Colônia Lunar em “Pragmata” é vibrante e cheio de vida, trazendo à mente o maximalismo tecnológico de clássicos do gênero, como “Vanquish”, da PlatinumGames. O estilo artístico é familiar para quem já conhece o trabalho do diretor Yonghee Cho, que também esteve por trás de “Metal Gear Rising: Revengeance”, “NieR Automata” e “Resident Evil 3”.
### Aventura na Lua
A história começa em uma gigantesca instalação lunar de pesquisa, onde uma equipe de investigadores enfrenta uma interrupção nas comunicações. Esse lugar, que é um centro de produção de Lunafilament (uma espécie de impressão 3D com um toque de holodeck de “Star Trek”), logo revela que algo deu muito errado. O protagonista, Hugh Williams, acaba separado do grupo e conhece uma androide que se apresenta como uma garotinha. Com a habilidade de enfraquecer os inimigos automatizados que querem acabar com Hugh, eles se unem para escapar da instalação.
Mais do que um simples recurso para o combate inovador, Diana (nome dado por seu novo guardião) se torna fundamental para o desenrolar da narrativa. A história se desenvolve através da relação crescente entre o bonachão Hugh e sua protegida cheia de atitude. Momentos de interação entre eles são sempre uma alegria, e você vai querer aproveitar cada oportunidade para vê-los se conectando.
### Mistério e Ação
Além da jornada de amizade, há um mistério a ser desvendado sobre o que realmente aconteceu na instalação lunar, com a presença de um antagonista na forma de uma IA rebelde chamada IDUS. Mas, sem dúvida, é a relação entre os protagonistas que realmente prende a atenção. Diana não é apenas uma garotinha; ela se torna uma aliada essencial em combate. Enquanto Hugh se movimenta, ela pode hackear dispositivos e inimigos ao redor, tornando as batalhas mais estratégicas.
A mecânica de hackeamento é o grande chamariz do jogo. Ao mirar, você ativa uma grade cheia de nós e precisa navegar por ela, ativando o maior número possível até chegar ao nó de objetivo. Isso quebra a defesa do inimigo e dá a deixa para Hugh começar a disparar. O legal é que essa ação não pausa o jogo, então você precisa estar sempre atento aos movimentos. Essa dinâmica de combate, que exige coordenação e agilidade, é super satisfatória, especialmente quando você começa a eliminar grupos de inimigos com facilidade.
### Variedade e Personalização
Ao longo do jogo, você encontra diferentes tipos de nós para equipar e pode aprimorar Diana para que ela carregue mais de uma opção. Um nó pode congelar o inimigo, enquanto outro faz com que eles ataquem seus próprios aliados. E o melhor de tudo é que há um nó finalizador que permite executar movimentos estilosos. Isso adiciona uma camada de progressão ao hackeamento, complementando as melhorias tradicionais que você pode fazer.
Hugh também pode equipar modificações que se adequem ao seu estilo de jogo, seja para aumentar a ofensiva ou a defesa, ou até mesmo o controle de multidões. Isso traz versatilidade e diversas maneiras de enfrentar novos tipos de inimigos ou bosses desafiadores.
### Espaço para Relaxar
Enquanto você explora os diversos biomas da instalação lunar, vai encontrar um lugar chamado “Shelter”, que funciona como um ponto de descanso. É um espaço aconchegante onde você pode relaxar, fazer upgrades e voltar a locais já explorados. Lá, você pode também distrair Diana com algumas atividades, participar de treinamentos em VR e até jogar um bingo que recompensa com trajes e modificações.
Embora haja muitos sistemas para gerenciar em “Pragmata”, a experiência nunca se sente pesada. Mesmo com algumas lutas contra bosses que podem parecer um pouco longas, cada frustração é compensada por uma cena visual espetacular ou uma interação fofa entre Hugh e Diana.
### Desempenho Impressionante
O mais legal de “Pragmata” é como ele roda bem no Switch 2. Após o sucesso de “Requiem”, este título também mostra o potencial do RE Engine, proporcionando uma experiência excelente tanto no modo docked quanto handheld. A taxa de quadros é estável, e a estética vibrante do jogo é agradável aos olhos. Embora existam algumas pequenas concessões visuais, como a física do cabelo da Diana, a estabilidade do jogo compensa essas questões.
Os sons também são bem feitos, desde os efeitos de hack até as interações entre os personagens. Com várias opções de voz, tanto em inglês quanto em japonês, o desempenho dos protagonistas se destaca. Embora haja controles de giroscópio, a ausência de controles de mouse é uma perda, já que poderia melhorar a experiência de combate.
“Pragmata” traz uma relação forte no centro da história, uma estética de ficção científica marcante e uma mecânica de combate que vicia. As aventuras de Hugh e Diana são mais uma adição incrível ao catálogo do Switch 2, e quem sabe, o início de uma nova franquia de sucesso.
