Rejogar jogos é melhor do que jogar pela primeira vez
Sempre que eu pego meu Nintendo Switch, é certeza que vou dar uma passada em Super Mario 64. Seja na versão 3D All-Stars ou no aplicativo do N64, esse clássico está sempre por perto. Não tem como resistir a um triple jump seguido de um deslize de barriga, enquanto me dirijo para a Jolly Roger Bay. A música que toca ali, com sua melodia leve, cria a atmosfera perfeita para essa aventura nostálgica. Acredito que já passei mais tempo jogando após conseguir as 120 estrelas do que antes — é um mundo que nunca cansa.
Falando em números, Super Mario Odyssey provavelmente ocupa meu Switch 70% do tempo, mesmo depois de ter coletado todas as 999 luas. OlliOlli World deve estar na casa dos 80% desde que devorei seu DLC, e Penny’s Big Breakaway tem sido minha escolha 100% desde seu lançamento em 2024. Esses jogos têm uma energia única, como se fossem sapatos de dança, sempre prontos para me fazer sorrir. Agora, Tears of the Kingdom é uma história à parte. É um dos meus jogos favoritos de todos os tempos, mas, em alguns momentos, ele realmente testou minha paciência como completista.
Atualmente, Hyrule se tornou um lugar mais tranquilo para mim. Já completei todas as quests e caves, e o sensor que antes apitava o tempo todo agora quase nunca faz barulho. Agora, posso simplesmente surfar em escudos e explorar cachoeiras, desfrutando de um mundo lindo e relaxante. Até mesmo usar uma máscara de Korok virou um evento especial, já que raramente ela se ativa.
Um dos meus segredos é que eu adoro o momento em que os jogos se tornam mais relaxantes, por volta de dois terços do caminho. É quando deixamos de lado a pressão por progresso e novas mecânicas, e começamos a explorar o que realmente nos encanta. Esses momentos pós-jogo são um tipo diferente de prazer, onde posso revisitar níveis antigos de Wonder, 3D World ou DKC Returns, e redescobri-los de uma forma nova.
Para ser sincero, na primeira vez que joguei Wonder, não fiquei tão impressionado. Não tive a vontade de terminar. Mas, quando voltei para a atualização de Bellabel Park — que eu peguei mais para uma noite de jogos em grupo que acabou não acontecendo — percebi que estava errado. Aquele clima divertido que eu não havia apreciado antes começou a brilhar. Tive que encarar desafios mais difíceis, como o mundo especial e as moedas 10-Flower, e isso me forçou a prestar atenção em cada detalhe. Agora, realmente me encantei pelo jogo.
Já 3D World eu tinha completado, mas mesmo assim, sua estética linda e suas fases curtas me fazem querer revisitar. Jogar de novo me ajudou a perceber nuances que passei despercebido na primeira vez. Lembro de algumas fases, como a do castelo japonês, que sempre me chamaram a atenção. Rejogar permite que eu aprecie a beleza das flores girando no ritmo da música ou a quantidade de pássaros pequenos em cena.
Revisitar jogos com uma história mais longa é algo mais raro para mim. Não me lembro da última vez que refiz Resident Evil 2, por exemplo. Mas a verdade é que, quando decido fazer uma replay, é sempre após um bom tempo. Recentemente, joguei ICO de novo, e foi uma delícia reviver um jogo que me marcou tanto. Ele foi como um alimento para a alma, repleto de novas associações que emergiram 25 anos depois.
E quanto aos remasters e remakes? Eles contam como uma replay? Jogar Skyward Sword HD e Metroid Prime Remastered foi uma alegria, e eu provavelmente os aprecio ainda mais agora. É interessante ver como a memória e a experiência se entrelaçam enquanto jogamos, quase como uma conversa com amigos sobre um filme que amamos.
Falando em velhas amizades, estou animado para ver os novos designs de Star Fox. A estética está belíssima, mesmo que algumas coisas, como o efeito das bombas, não tenham o mesmo impacto. Mas estou ansioso para a nova trilha sonora orquestral. É uma nova vida para temas que conheço há tanto tempo. E você, como gosta de revisitar seus jogos? O que sente ao voltar para eles?
