Final Fantasy VII Rebirth no Switch 2 amplia a série clássica

Nos últimos anos, a ideia de jogar em dispositivos portáteis foi, em grande parte, associada a reviver games mais antigos na palma da mão. Mas agora, com o lançamento de Final Fantasy VII Rebirth para o Switch 2, estamos diante de um RPG de peso, com orçamento AAA, que chega em um formato mais compacto e na mesma geração.

Claro, não dá para ignorar que existem limitações gráficas. A resolução é bem inferior em comparação com a versão do PS5 de 2024, e é difícil competir com edições para consoles mais potentes, como o PS5 Pro e PCs modernos. No entanto, é inegável o mérito desse port para o Switch 2. Mesmo versões mais robustas sofreram com problemas técnicos no lançamento, e, levando isso em conta, a versão do console híbrido da Nintendo merece um reconhecimento especial.

Pessoalmente, já passei mais de 100 horas jogando a versão do PS5 e zerei pouco após o lançamento em fevereiro de 2024. Para mim, é, sem dúvida, o meu jogo do ano. E, sim, sou da turma que ignora a premiação do Astro Bot. Não que o jogo seja ruim, mas não consigo concordar com essa escolha.

Uma Geração Que Demorou Para Engrenar

Essa geração de consoles demorou um pouco para deslanchar e, na verdade, não está das melhores quando se fala apenas em jogos. Se compararmos com a geração do PS4 e Xbox One, que tinham processadores bem limitados, a situação agora é diferente. Os consoles de 2020 trouxeram hardwares mais poderosos, mas a quantidade de jogos bons demorou para aparecer, e isso se agravou por problemas globais, como a pandemia e a crise na indústria de semicondutores.

Por isso, para muitos gamers, foi complicado justificar a migração para a nova geração. Para mim, Rebirth se destacou como um dos principais exclusivos de 2024, marcando meu coração. E por isso, fico animado sempre que revisito esse universo incrível.

Um Remake Que Se Transformou em Algo Novo

Sem dar muitos spoilers, é importante lembrar que o remake de Final Fantasy VII tomou um rumo inesperado em 2020. O que era para ser uma recriação fiel virou uma nova história, expandindo o universo original. Isso deixou muitos fãs confusos e até descontentes, já que a Square Enix decidiu não seguir a linha de um remake mais tradicional.

Enquanto o FFVII Remake se mantinha próximo do clássico, Rebirth não hesita em alterar aspectos fundamentais da narrativa. A abertura já traz mudanças significativas na história de Zack Fair, um personagem muito querido, e isso divide opiniões entre os fãs mais puristas e aqueles que apreciam a nova abordagem.

Jogabilidade Dinâmica

Um dos pontos que a maioria dos jogadores concorda é que a jogabilidade de Rebirth é muito boa. A mecânica permite pausar a ação e usar atalhos, criando uma experiência que mistura ação em tempo real com estratégia. Isso é uma melhoria em relação a Final Fantasy XVI, que tentou mesclar RPG de ação com um estilo hack’n slash, mas perdeu um pouco da essência estratégica.

Em Rebirth, a estratégia é mantida e, ao mesmo tempo, a ação é fluida. No início, o jogo pode parecer fácil, mas conforme você avança, vai perceber que precisar usar todas as habilidades dos personagens de forma estratégica se torna essencial.

Momentos Emocionantes com os Personagens

O jogo é repleto de interações que ajudam a aprofundar os laços com personagens como Barret, Tifa, Aerith e Red XIII. As escolhas que você faz podem resultar em cenas emocionantes ou até cômicas. E claro, o famoso momento entre Aerith e Sephiroth continua sendo um dos pontos altos da narrativa, mas a abordagem em Rebirth trouxe uma satisfação que eu não esperava.

Conteúdo Rico e Diversificado

Final Fantasy VII Rebirth oferece uma quantidade impressionante de conteúdo. Desde minijogos no Gold Saucer até desafios de combate, há muito o que fazer. As novas adições, como o jogo de cartas Queen’s Blood, são ótimas opções para quem busca algo divertido fora da narrativa principal.

A Experiência no Switch 2

Ao jogar no Switch 2, a sensação de ter um jogo tão grandioso na palma da mão é incrível. É claro que a versão portátil apresenta limitações, como a resolução e os 30 FPS, mas isso não tira a magia da experiência. A versão do Switch 2, apesar das limitações, conseguiu ser mais otimizada do que a do PS5 básico.

O jogo ocupa cerca de 91,5 GB, e é importante estar preparado com espaço de armazenamento, já que a versão física também requer download. O Switch 2 pode não competir em termos de poder gráfico com os consoles de mesa, mas é impressionante ver um título tão ambicioso funcionando em um dispositivo portátil.

Considerações Finais

A versão de Final Fantasy VII Rebirth para o Switch 2 é, sem dúvida, uma adição necessária para que mais pessoas tenham acesso a essa incrível jornada. Embora seja a versão mais limitada, ela respeita e celebra o legado de 1997, ao mesmo tempo que oferece uma nova perspectiva. Para quem está disposto a se aventurar nesse mundo, a diversão está garantida, não importa a plataforma!