Após 30 anos, reconheço as qualidades do controle do N64

O Nintendo 64 completa 30 anos no dia 23 de junho de 2026. Para celebrar essa data, vamos trazer uma série de artigos sobre essa máquina incrível de 64 bits e os jogos que mudaram a indústria. Hoje, após quase três décadas, o Ollie finalmente entendeu a importância desse controle revolucionário, mesmo que ele tenha suas peculiaridades.

Quando eu era criança, preciso admitir que perdi a oportunidade de jogar no N64. E não foi por escolha própria! Meu irmão mais velho me deu o Mega Drive quando ele trocou pelo PS1, e depois o PS1 quando ele pegou o PS2. Só consegui comprar um console para mim quando o GameCube foi lançado. Por isso, só fui conhecer o N64 lá pelo meio dos anos 2000, mas acabei jogando muitos dos seus clássicos através do Virtual Console e das versões para 3DS. Um dos meus primeiros contatos com Zelda: Ocarina of Time foi em 2003, quando joguei um disco promocional de Wind Waker. Me lembro bem de sentir que estava atrasado para a festa, mas, pensando bem, jogar só cinco anos depois do lançamento original não é tão ruim.

As raras vezes que consegui jogar no N64 foram na casa dos amigos. A gente ligava o GoldenEye 007 ou o Mario Kart 64 e jogava por um tempinho, mas logo eu já queria fazer outra coisa. E a verdade é que eu não curtia muito o controle do N64. Depois de passar pelo Mega Drive, PS1 e GameCube, os controles pareciam evoluções naturais uns dos outros. O DualShock trouxe os sticks analógicos, e o GameCube tinha um layout que, embora diferente, ainda era intuitivo. Já o controle do N64 me deixava confuso. Por que o stick analógico estava no meio? O que são esses botões estranhos chamados de ‘C’? E três alças, a gente precisa disso tudo?

Não consegui entender o design “M” da Nintendo, e isso me deixava frustrado, especialmente em jogos competitivos. Na época, como adolescente, algumas derrotas no The Man with the Golden Gun eram o suficiente para eu sugerir sair e fazer outra coisa. Eu nunca imaginei que voltaria a usar aquele controle, mas quando a Nintendo lançou o aplicativo do N64 para o Switch Online, junto com um controle sem fio, decidi dar uma nova chance. E que bom que fiz isso!

Minha opinião sobre o controle do N64 mudou completamente. Eu realmente gosto dele agora! O primeiro jogo que joguei no NSO foi Super Mario 64, seguido por Star Fox 64 e Ocarina of Time. Talvez tenha sido porque finalmente consegui me acostumar com o controle no meu próprio ritmo, mas tudo pareceu mais fácil. Não posso dizer que foi um estalo instantâneo, pois precisei de um tempo para ajustar a memória muscular que construí ao longo dos anos. Mas assim que percebi que não precisava me preocupar tanto com o D-pad e o botão ‘L’, tudo fluiu.

Hoje em dia, mover o Mario com o stick analógico e usar os botões C para controlar a câmera parece bem natural para mim. A minha experiência anterior com Ocarina também me ensinou que o jogo não tem muitos controles de câmera, exceto uma recentralização rápida com ‘Z’ e algumas ações em primeira pessoa. Então, onde antes eu usava o C-stick do controle do GameCube para usar itens, agora transferi esse conhecimento para os botões C. Facinho!

Mas será que o controle do N64 é, de fato, um bom controle? Essa é uma pergunta difícil. É claro que a Nintendo nunca voltou ao seu design único e curioso, enquanto a maioria dos controles modernos se estabeleceu em um formato de dois analógicos que só mudam no posicionamento dos sticks. No entanto, não dá para negar que ele funciona muito bem para os jogos que foram feitos para ele. Já joguei quase todos os jogos do N64 disponíveis no NSO (ainda não joguei Donkey Kong 64, mas vou chegar lá). Também tenho o controle 8BitDo 64, que é ótimo, mas ainda prefiro o controle oficial da Nintendo. O design peculiar é parte do seu charme e um dos motivos de eu amá-lo agora. Não tem nada igual!

E você, o que acha do controle do N64? Cresceu jogando no console original ou sua primeira experiência foi com o app do NSO no Switch? Compartilhe suas memórias com a gente!