Demorou quase 20 anos para eu descobrir Mario Galaxy
Às vezes, a gente se depara com um jogo que parece não fazer sentido de jeito nenhum, não é? Mas, de repente, algo muda, e a experiência se transforma completamente. Foi assim que me senti ao revisitar alguns jogos que, confesso, não havia conseguido apreciar da primeira vez. Um exemplo disso foi o famoso Donkey Kong Country: Tropical Freeze. Já tinha tentado jogá-lo algumas vezes, mas sempre acabava deletando e segui em frente.
O que me fez mudar de ideia? Uma combinação de boas críticas e uma nova abordagem. Lembro que a primeira vez que joguei, não entendi como funciona a mecânica de “roll” que, ao contrário de outros jogos da série, não faz você correr. Isso me deixou confuso e frustrado. Mas, ao tentar desacelerar e me adaptar ao ritmo do jogo, percebi que estava perdendo a essência dele.
A primeira fase que realmente me prendeu foi Bubblin, um parque aquático surreal que tem uma atmosfera incrível e uma trilha sonora sensacional. A fluidez dos movimentos, as combinações de manobras e a sensação de fluir pelo nível mudaram tudo para mim. Quando cheguei ao chefe da fase, um peixe Fugu, a dificuldade me fez prestar atenção e me empolgar. E, claro, a batalha contra o urso polar no mundo Juicy Jungle foi o ponto alto, com uma trilha sonora épica que me conquistou.
Depois de finalmente entender a proposta do jogo, consegui completá-lo 100%. As coisas que antes me incomodavam agora parecem irrelevantes. A mecânica de pular enquanto rola, por exemplo, se tornou uma das minhas favoritas. E, sim, ainda tem bastante daquele som de flauta de pã, mas até isso começou a soar mais agradável.
Refletindo sobre essa experiência, percebo que às vezes a gente só precisa de um novo olhar. Outras vezes, é uma questão de timing. Lembro de A Highland Song, que me fez criar um mapa das montanhas do jogo. E Final Fantasy XII, que na época não consegui aproveitar, mas que anos depois se tornou um dos meus favoritos. Às vezes, a forma como encaramos um jogo, seja por meio de um vídeo engraçado ou uma crítica que nos faça ver a obra sob outra perspectiva, pode mudar tudo.
Quando resolvi tentar Mario Galaxy, estava um pouco cético. Sempre tive um amor especial por jogos como Super Mario 64 e Sunshine, que trazem uma interação única entre Mario e os níveis. No entanto, decidi me abrir para a proposta do Galaxy. E não é que funcionou? Abordei o jogo como um Mario 2D, focando no salto e na gravidade, e encontrei uma nova forma de diversão ao explorar cada fase.
Após quase 20 anos desde que joguei pela primeira vez, finalmente terminei Mario Galaxy e adorei! Agora, estou de olho no Galaxy 2. É engraçado como um jogo pode nos surpreender quando estamos dispostos a mudar nossa abordagem. E você, já teve essa experiência com algum jogo? O que fez a diferença para você?
