Granblue Fantasy: Relink – análise de Endless Ragnarok para Switch 2

A Cygames sempre foi conhecida por seu foco em jogos mobile, mas não dá para negar que a empresa tem arrasado em criar versões para consoles de suas franquias. Um bom exemplo disso é o “Granblue Fantasy”, um RPG que continua firme e forte mais de dez anos após seu lançamento. Em 2024, ele ganhou um novo spin-off chamado “Granblue Fantasy: Relink”. Com a chegada de uma nova expansão, a Cygames trouxe essa aventura para o Nintendo Switch 2, e acredite, o jogo se adapta perfeitamente ao console. Prepare-se para uma aventura cheia de ação, gráficos impressionantes e uma jogabilidade que vai te manter entretido por horas.

### A História e o Mundo

A trama de “Granblue Fantasy: Relink” se passa em um universo chamado Skylands, que é uma coleção de ilhas flutuantes em meio a um mar infinito de nuvens. Você assume o papel de “O Capitão”, que possui uma conexão espiritual com Lyria, uma garota com poderes mágicos que lhe permitem capturar e invocar criaturas divinas. Juntos, vocês formam um grupo de aventureiros que viajam pelo céu em uma nave chamada Grandcypher. O objetivo é encontrar um lugar mítico chamado Estalucia, mas o caminho não é fácil. Um grupo religioso conhecido como os Peregrinos de Avia também está atrás desse destino, e eles capturam Lyria para aproveitar seus poderes, dando início a uma campanha de cerca de quinze horas em que você e seu grupo tentam resgatar sua amiga.

Embora a narrativa não seja o ponto mais forte do jogo, isso não significa que seja ruim. Para quem está começando agora, pode ser um pouco confuso, já que a história é uma continuação do jogo mobile. É como se você começasse a assistir a uma série na sua quinta temporada sem ter visto as anteriores. Há muitos detalhes e subtramas que podem deixar o jogador um tanto desorientado.

### O Combate e a Jogabilidade

O que realmente brilha em “Granblue Fantasy: Relink” é a jogabilidade. Lembra muito os jogos da série “Monster Hunter”, e a comparação faz sentido. O modo história se desenrola em níveis grandes e exploráveis, enquanto o verdadeiro conteúdo do jogo se revela após a campanha principal, com um sistema de missões onde você enfrenta chefes e hordas de inimigos em várias arenas.

Você sempre joga com um personagem principal, mas pode formar um grupo de quatro, com os outros controlados por uma inteligência artificial que se sai bem, ou por amigos em modo cooperativo. O combate é uma mistura de ação e estratégia, com uma jogabilidade que lembra “Kingdom Hearts” e “Dynasty Warriors”. Cada personagem tem um conjunto de ataques leves e pesados, além de habilidades especiais que você pode usar para causar dano extra.

Apesar de ser fácil para iniciantes se acostumarem, o sistema de combate tem muito mais profundidade. Cada personagem traz um estilo único, e isso muda a forma como você aborda as lutas. Por exemplo, Eustace ataca de longe com um rifle, enquanto Yodarha, um espadachim, pode executar combos rápidos e ganhar “marcas” que amplificam seus ataques. Com dezenas de personagens para desbloquear, a variedade de estilos de combate garante que você sempre encontrará novas maneiras de enfrentar missões.

### Evolução e Personalização

A construção de personagens é uma parte essencial do jogo. A Cygames fez um ótimo trabalho em oferecer diversas formas de aprimorar suas habilidades sem deixar tudo confuso. Você pode evoluir os personagens por meio de um sistema de árvores de habilidades e também melhorar suas armas em um ferreiro. Além disso, os sigilos, que são passivos que aumentam certas habilidades, adicionam mais camadas à personalização.

Essa busca por equipamentos e habilidades cria um ciclo de jogabilidade viciante. Sempre há algo novo para conquistar, seja um personagem que precisa de uma arma melhor ou um sigilo que você está caçando. E a inclusão de recursos que facilitam a vida do jogador, como listas de desejos para itens que você procura, torna tudo mais agradável.

### A Nova Expansão: Endless Ragnarok

O grande destaque dessa atualização é a expansão “Endless Ragnarok”. Para quem ama “Monster Hunter”, isso é como um pacote de conteúdo adicional que traz uma nova história e uma tonelada de novos desafios. Embora você possa acessar algumas partes do novo conteúdo desde o início, a maior parte só fica disponível após completar a história principal. A espera vale a pena, já que a expansão não só traz novos níveis de dificuldade, mas também novas missões, armas e personagens.

Uma das adições mais legais é o modo Conflux, onde você enfrenta ondas de inimigos em uma espécie de maratona, ganhando prêmios exclusivos e escolhendo melhorias para sua equipe. Embora atualmente você só possa jogar sozinho, esse modo oferece uma nova forma de progresso e é perfeito para dar uma força em personagens que precisam de um upgrade.

### Visual e Performance

Visualmente, “Granblue Fantasy: Relink” apresenta um estilo que lembra “Tales of Arise”, com gráficos de anime que equilibram realismo e estética animada. Os personagens são bem desenhados, e as animações são impressionantes, especialmente durante as grandes Chain Bursts. O jogo roda suavemente a 30 FPS, tanto no modo dockado quanto portátil, o que é um feito considerável, mesmo com tantos efeitos visuais acontecendo ao mesmo tempo.

A experiência é envolvente e cheia de ação, fazendo de “Granblue Fantasy: Relink” uma ótima opção para quem busca uma nova aventura no Switch 2. Com tanto a oferecer, vale a pena conferir e se deixar levar por essa jornada nos céus.