Switch 2, ano um – até que ponto a Nintendo seguiu seu plano?
Com um toque de intuição e algumas suposições bem embasadas, conseguimos montar um calendário de lançamentos que a Nintendo poderia muito bem ter copiado para seus planos corporativos. Mas será que eles realmente seguiram isso? Com o primeiro ano da nova geração do Switch já encerrado, vamos conferir como a Nintendo se saiu em relação ao que esperávamos.
Seguindo o Roteiro
Sem contar as versões para o Switch 2, a Nintendo lançou 13 títulos de primeira linha no primeiro ano do console, e o nosso “Playbook” acertou 10 deles. Entre os lançamentos, destacam-se seis grandes franquias: Donkey Kong, Mario Kart, Mario Party, Metroid, Pokémon, Yoshi e Star Fox. Além disso, tivemos duas novas IPs e duas expansões dentro dos universos de Pokémon e Zelda. É quase certo que títulos de Mario Kart e Pokémon estariam na lista, e o Switch 2 não deixou a desejar nesse aspecto. O lançamento de Metroid Prime 4 também estava na nossa mira, visto que era esperado para sair tanto no Switch quanto no Switch 2.
Fico feliz em ver que as previsões do meu “planilha” se concretizaram, trazendo o primeiro Donkey Kong em 3D após 26 anos e um revival improvável da série Star Fox. E sim, incluí o shooter em 3D mesmo que ele tenha chegado algumas semanas depois do primeiro ano. O jogo “Yoshi and the Mysterious Book” foi outra previsão certeira. Normalmente, Yoshi aparece em lançamentos no meio do ciclo da plataforma, mas os números indicavam que ele teria uma aparição mais cedo desta vez. Por último, “Super Mario Party Jamboree” chegou ao Switch apenas cinco meses antes do lançamento do Switch 2, mas ganhou uma versão robusta para o novo console, o que ajudou a preencher a lacuna do primeiro ano.
Anomalias do Primeiro Ano
Entretanto, como dizem por aí, as diretrizes da Nintendo se mostraram mais como sugestões do que regras rígidas. Quatro previsões não se concretizaram: novos títulos de Super Mario e Xenoblade Chronicles, um remake de Fire Emblem e uma terceira nova IP. A ausência do Mario foi realmente surpreendente. Há dois anos, eu tinha certeza de que “existem três certezas na vida: a morte, os impostos e um jogo principal do Mario no primeiro ano de um console da Nintendo”. Agora, estamos com apenas duas certezas, já que, pela primeira vez, Mario não apareceu no primeiro ano, exceto pela versão não tão impactante de “Super Mario Bros. Wonder”.
É interessante notar que até o GBA não teve um título exclusivo do Mario, embora tenha recebido algumas remasterizações. Mesmo o Virtual Boy teve seu próprio jogo do Mario. Aparentemente, a Nintendo achou que a coletânea de “Super Mario Galaxy 1 & 2” do ano passado era suficiente para cumprir a obrigação de um jogo do Mario no primeiro ano. O “Playbook” previu esse lançamento, mas não até o terceiro ano. Se eu soubesse que a sequência do filme do Mario adiantaria o lançamento da coletânea!
“Mario Tennis Fever” também chegou bem antes do que eu esperava. Porém, com vendas abaixo do esperado, a Nintendo poderia ter optado por um lançamento mais típico, no meio do ciclo, em vez de no primeiro ano. Outro lançamento surpreendente foi “Kirby Air Riders”, que não estava nos meus planos, mas agora percebo que era previsível que Kirby aparecesse anualmente.
O “Xenoblade Chronicles 4” estava um pouco fora da realidade, mas conseguimos a versão “Definitive Edition” de “Xenoblade Chronicles X” para o Switch 2, que não chamou tanta atenção. Para completar as anomalias do ano, o Switch 2 apresentou apenas duas novas IPs: “Drag X Drive” e “Nintendo Switch Welcome Tour”. Isso é o menor número de novas franquias para o primeiro ano de um console desde o Nintendo 64, lá em 1996-1997.
Olhando para o Segundo Ano
O primeiro ano do Switch 2 se desviou um pouco do planejado, mas o segundo ano pode ser ainda mais desafiador para a Nintendo. O presidente Furukawa mencionou que haverá um aumento na quantidade de jogos — algo raro para o segundo ano de um console — mas, com um aumento de preço chegando, a Nintendo precisa lançar títulos que realmente façam a diferença. É nesse cenário que o “Playbook” se encontra frente a frente com o aumento de preço.
Duas anos atrás, o “Playbook” previu novos lançamentos para quatro grandes franquias: Smash Bros, Kirby, Animal Crossing e Nintendo Fit, além de entradas em três franquias menores: Mario Maker, Fire Emblem (confirmado!) e spin-offs de Big Brain para Mario e Zelda, renovações para Wario Land e F-Zero, um remake ou remaster nas franquias Mario & Luigi, Pokémon e Golden Sun, e finalmente, duas novas IPs.
Algumas mudanças devem ocorrer, como um spin-off de Splatoon que já está confirmado e a tão aguardada sequência em 3D do Mario, que está prestes a se concretizar. O lançamento de um novo título principal de Advance Wars parece pouco provável, dada a recepção morna de “Advance Wars 1+2: Re-Boot Camp”, então talvez outra franquia adormecida ocupe seu lugar.
Historicamente, os lançamentos anuais de Zelda alternam entre spin-offs e remakes/remasterizações. Pelo padrão, seria esperado um spin-off em 2024 e um remake para 2025, mas em vez disso, tivemos dois spin-offs consecutivos com “Echoes of Wisdom” e “Age of Imprisonment”. Isso significa que já estamos longes de um remake de Zelda. Vamos torcer para que seja o remake de Ocarina of Time, que todos estão comentando. E, para terminar, a série Xenoblade ficou de fora no ano passado, então vamos esperar que ela chegue neste ano.
Se tudo continuar conforme o planejado, o segundo ano promete ser incrível, com qualidade e quantidade de sobra. O que a Nintendo fará a seguir?
